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Política de proteção animal inédita garante castração gratuita de animais em Curitiba (PR)

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“É a primeira vez que estou tendo condições de dar atenção e assistência para a Deisa e para a Poli”, afirma a moradora do Jardim Icaraí Ana Claudia Macedo, enquanto aguardava a microchipagem e a esterilização da gata e da cachorra da família. O atendimento foi feito dentro do programa municipal de esterilização de animais domésticos da Prefeitura Municipal, inédito em Curitiba. “A gente não tem condições de arcar com essa despesa. Em uma clínica particular, custaria próximo de R$300, sem falar na medicação e no transporte. O castramóvel facilita por ser perto de casa e ainda ganhamos a medicação”, completa.

Desde o mês de junho até a última sexta-feira, o castramóvel atendeu a 1.954 animais – 1.310 cães e 644 gatos -, de tutores previamente cadastrados dos bairros das regionais Tatuquara e Cajuru. Somados aos 7.587 animais castrados desde 2013, já são 9.541 bichos domésticos esterilizados em Curitiba.

Até o fim do ano, o castramóvel passará por todas as dez administrações regionais. O objetivo é esterilizar outros 5 mil cães e gatos até o mês de dezembro e fechar os 7 mil previstos no edital do serviço, lançado em fevereiro deste ano pela Rede de Proteção Animal, ligada a Secretaria Municipal do Meio Ambiente.

Protetora da ONG Salva Bicho, Fabiane Rosa afirma que o programa de castração para conter a superpopulação, animais em situação de abandono e ninhadas indesejadas é uma antiga reivindicação que está sendo atendida. “Esta gestão tem se mostrado sensível às questões relacionadas à proteção animal. Ainda temos muitos pontos a avançar. São anos de maior diálogo e ações efetivas”, analisa.

“O atendimento que estamos tendo pelo castramóvel é inédito e perfeito. É a melhor política animal aplicada em Curitiba até hoje”, salienta a protetora Elisabeth Araújo da Cruz, que levou dez cães e três gatos para a esterilização realizada na Regional Cajuru. “Castrados e microchipados fica muito mais fácil achar um tutor para esses animais”, conclui satisfeita.

O projeto atende animais domésticos de famílias beneficiadas e inscritas em programas sociais como Bolsa Família, Armazém da Família e por programas da Fundação de Ação Social (FAS) da Prefeitura de Curitiba, além dos animais de protetores independentes e organizações não governamentais.

Para inscrever os animais no programa de castração, o tutor ou protetor deve preencher um formulário e assinar um termo de responsabilidade. Os responsáveis passarão obrigatoriamente por uma palestra, que será realizada no local e na hora da castração, para orientações e entrega de medicamentos que serão prescritos no pós-operatório.

Avanços
A Rede de Monitoramento e Proteção Animal da Prefeitura de Curitiba é responsável pelo serviço de monitoramento de animais domésticos como cães, gatos, aves e cavalos, animais silvestres como capivaras, gambás e aves, atuando diretamente na defesa, proteção animal e controle populacional. “Cabe também à rede desenvolver políticas públicas, criar legislação de proteção e fiscalizar a comercialização ilegal e a guarda responsável, além de promover ações de educação ambiental”, explica o coordenador Paulo Colnaghi.

Desde de janeiro de 2013 até maio de 2016, foram realizadas 22 edições do evento de adoção e sensibilização Amigo Bicho, 11 canis clandestinos foram fechados, quatro rinhas de galos apreendidas, 16 mil fiscalizações realizadas, 14.807 animais vacinados, 1.429 animais silvestres atendidos e encaminhados e 14 toneladas de rações doadas à ONGs e protetoras independentes pela criação do Banco de Ração Amigo.

Outro grande avanço foi a sanção, em outubro de 2015, da lei sobre o uso de veículos de tração animal e exploração de animais para esta finalidade na cidade. A legislação proíbe todo meio de transporte de carga ou de pessoas movido por propulsão animal e também o deslocamento de bichos conduzindo cargas em seu dorso, estando o condutor montado ou não. Fica vedada a permanência desses animais, soltos ou atados por cordas, ou por outros meios, em vias ou em logradouros públicos.

O texto da lei foi elaborado a partir de estudos de representantes das áreas ambiental e veterinária, juristas, entidades que regulamentam o trânsito e ações sociais. Ficam permitidas as atividades em estabelecimentos públicos ou privados como haras, turfe, hipismo, equoterapia, cavalgadas, bem como o uso de animais pelas forças públicas, militares ou civis, que tenham grupamentos com montaria.

Tosca Zamboni, integrante do Fórum Municipal de Proteção Animal, conta que a elaboração e aprovação da lei fazia parte da plataforma do fórum. Até então, não havia uma política em conjunto e com ações coordenadas quanto à proteção animal. “Agora precisamos garantir que as próximas administrações deem continuidade à política estabelecida. As ações necessitam ser permanentes para ter efeito, como o controle populacional pelas esterilizações e a educação para a guarda responsável”, relata.

Fonte: Diário Indústria e Comércio

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