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ONG pede apoio do poder público para castração dos animais em situação de rua, em Orleans (SC)

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A secretária e responsável pelo marketing da ONG Dog Lovers, Mirele Debiasi, usou a tribuna livre da Câmara de Vereadores de Orleans, na noite dessa segunda-feira (4), para falar sobre as ações realizadas voluntariamente pelas integrantes da ONG e para fazer reivindicações, além de divulgar informações a respeito da causa defendida por elas, que vem sendo alvo de críticas por parte da população.

Segundo Mirele, a ONG Dog Lovers, que conta, atualmente, com dez voluntárias, foi criada com o objetivo de resgatar, amparar e oferecer suporte médico veterinário. Dessa forma, pretende-se melhorar a qualidade de vida dos animais abandonados em Orleans e, consequentemente, contribuir com a saúde pública do município. “Em um ano de atuação, além de muita mão de obra, investimos, em média, R$ 15 mil para os cuidados com os animais”, contou.

Um dos objetivos do pronunciamento da voluntária foi pedir apoio do poder público na castração dos cães em situação de abandono. Ela explica que esta é a solução mais eficaz para o controle da população animal que vive nas ruas da cidade. Uma ação já foi iniciada, contudo, ela não será suficiente. “Por meio de parceria entre a Secretaria Municipal da Saúde e as clínicas veterinárias Bett e Pet Ouro, um valor de R$ 8 mil será utilizado na castração dos animais de rua e de animais que já se encontram no canil do município. Segundo ela, atualmente, 48 animais abandonados são abrigados. Contudo, a capacidade do local é para 36 animais”.

Por isso, ela defende que a união de todos será necessária para a solução do problema. “Não será possível realizar todas as castrações necessárias com este valor, não acabando com o problema de cães abandonados. Sendo assim, torna-se necessária uma parceria entre gestão pública e toda a sociedade. Com um projeto de castração eficiente no município, em médio prazo, já será possível observar o controle efetivo da espécie, de modo a reduzir consideravelmente os gastos com saúde pública com relação a animais de rua nos anos seguintes”, alertou.

Responsabilidade é do poder público
Mirele usou ainda a Constituição para dar força aos argumentos. “No que tange aos aspectos jurídicos, a Constituição prevê, no artigo 225, que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem como de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações, no qual coloca para encargo do ente público, inciso 7, o dever de proteger a fauna e a flora, vedadas na forma da lei as práticas que colocam em risco a função ecológica, provoque a extinção de espécies ou submeta os animais à crueldade. Sendo assim, os animais abandonados são sim de responsabilidade do ente público, mas não somente dele, como também de toda a sociedade”.

Mudança em todos os sentidos
Ela explica que a consciência das pessoas deve ser diferente para que a realidade seja transformada, desde no que tange ao abandono dos animais até em relação ao enfrentamento do problema. “Peço que todos os presentes nesta noite reflitam sobre a realidade dos cães em situação de rua. No calor e aconchego de nossos lares, na correria do dia a dia, é difícil tirar um tempo para refletir este assunto, pois, na maioria das vezes, está bem distantes dos nossos olhos os cães carentes. Muitas vezes, até cruzamos com estes animais pelas ruas, mas, por medo de encarar este problema, preferimos ficar com os olhos fechados. Se há animais nas ruas é porque há pessoas que os abandonam”, frisou.

Ações já realizadas pela ONG
Na oportunidade, a voluntária citou também as ações já realizadas por meio da ONG Dog Lovers. Em um ano de atuação, um pedágio foi realizado. Na ação, R$ 3,5 mil foram arrecadados. Durante este período, 30 animais foram castrados. O procedimento tem um valor médio de R$ 250. Além disso, a ONG oferece resgate e atendimentos veterinários, tais como cirurgias, vacinas, medicação e entre outros, para 26 animais de rua de Orleans, além da ração adquirida para alimentá-los. Foram organizadas, ainda, quatro feiras de doação. Nelas, 30 animais de rua ganharam um lar, saindo do abandono e das ruas do município.

A ação de maior destaque e que tem gerado polêmica, é a implantação das casinhas em praças da cidade. “Com o apoio de pessoas físicas e jurídicas, conseguimos o apadrinhamento de 42 casinhas. Elas foram colocadas em quatro pontos do município com o apoio do secretário de Saúde, Aurivan Simionatto, e com a autorização da Prefeitura. O objetivo é que os animais de rua tenham abrigo durante a noite”, explicou. “Em conversa recente com a Vigilância Sanitária, a ONG Dog Lovers percebeu a necessidade de casas em outros bairros do município, tais como Alto Paraná, Pindotiba, Barro Vermelho e São Gerônimo, onde há grande quantidade de cães abandonados. A solução é realocar algumas unidades que hoje se encontram na Praça Celso Ramos e na Praça do bairro Lomba para serem colocadas em outros locais com mais necessidade. O valor deste projeto foi de R$ 5080”, finalizou.

Pronunciamento dos vereadores
Os vereadores se pronunciaram e disseram apoiar a causa defendida pela ONG Dog Lovers, além de agradeceram as voluntárias e as parabenizarem pelas ações realizadas. Acompanhe a sessão ordinária completa através deste link. Diversos apoiadores da ONG estiveram presentes na oportunidade para dar mais força às reivindicações realizadas.

Fonte: Sul in Foco

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