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Conheça o homem que transformou a Humane Society em forte oponente da indústria agropecuária

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/John Loomis
Reprodução/John Loomis

Ao longo de 12 anos, desde começou a presidir a Humane Society dos Estados Unidos (HSUS), Wayne Pacelle transformou a polida organização sem fins lucrativos em uma forte oponente contra os abusos da indústria da exploração animal.

Ele contratou operadores disfarçados para filmar maus-tratos de aves, porcos, vacas e bois em fazendas e conseguiu convencer a maioria dos produtores de carne a eliminar práticas de confinamento cruéis, diz o Mens Journal.

Em 2015, até mesmo as maiores redes fornecedoras de alimentos – Walmart, Target, McDonalds, Costco – também cederam à pressão de Pacelle e concordaram em eliminar progressivamente os produtos provenientes de animais criados em condições abusivas.

No entanto, o sucesso da Humane Society veio com um custo. Pacelle foi atacado pelos senhores do agronegócio, que gastaram dezenas de milhões de dólares para caluniá-lo em sites. Uma das acusações, por exemplo, é a de que ele já matou centenas de cães.

Outro triunfo recente de Pacelle foi o anúncio do SeaWorld de que iria encerrar os shows com orcas e o programa de reprodução desses animais em cativeiro.

Pacelle descreveu os desafios atuais em seu novo livro, “The Humane Economy”, que conta suas conquistas e também mantém um olhar sobre aquelas batalhas que estão à frente, como os criadouros de cachorro, os caçadores de troféus do Safari Club International e os laboratórios que testam produtos em animais.

Em entrevista ao Men’s Journal, quando questionado como a Humane Society passou a não se concentrar apenas em animais domésticos, mas também na agropecuária e em grandes fazendas, ele respondeu:

“Nós, essencialmente, contratamos 25 advogados para ir atrás dos agressores e combater o confinamento de animais que não estava de acordo com regulamentos nos estados agrícolas. Decidi concentrar nossos esforços para arrecadar fundos. Nós aumentamos o orçamento de 70 milhões de dólares para quase 200 milhões de dólares, e nossa equipe passou de algumas centenas de pessoas para quase mil”.

“Mas o que realmente expandiu nossa presença foram as conquistas. Provamos que, se você se preocupa com animais, nós somos o melhor lugar para investir seu dinheiro”, adicionou.

Segundo Pacelle, o lobby agrícola era intocável e foram adotados métodos para mostrar aos varejistas de alimentos que o público se preocupa com as condições do confinamento animal.

“Uma de nossas grandes conquistas iniciais foi a filmagem secreta de um matadouro em Chino, na Califórnia. O vídeo mostrava vacas doentes, sendo torturadas para andar na rampa em direção à morte”.

“Essa carne, altamente suscetível à contaminação cruzada, foi vendida para escolas públicas em 50 estados. Nosso vídeo obrigou o maior recall de carne da história e abriu os olhos do público aos horrores da agricultura industrial”, contou.

Pacelle afirma que os Estados Unidos ainda consomem muita carne. Uma pessoa come em média 30 animais por ano. Caso esse consumo seja reduzido em 10%, um bilhão de animais serão salvos anualmente.

Uma questão que está no cerne da discussão atual da Humane Society é a existência das fábricas de filhotes.

“Essas fábricas ainda existem porque os filhotes são um negócio de sucesso e porque ninguém fez um filme semelhante ao Blackfish para revelar as condições nesses locais. As pessoas sabem de uma maneira geral que as fábricas de filhotes são terríveis, mas, em seguida, elas entram em uma loja de animais. Hoje, há algo em torno de 10 mil fábricas. Isso é menos do que havia há 10 anos, mas as leis de alguns estados são patéticas”.

Outra das grandes preocupações de Pacelle é a caça de “troféus” e ele comentou o caso do leão Cecil, que morreu tragicamente devido ao disparo de duas setas pelo dentista de Minnesota Walter Palmer.

“Quando Walter Palmer viajou oito mil milhas e gastou 50 mil dólares para disparar em um leão com uma seta foi extremamente desumano”.

“Os Estados Unidos são o centro da indústria de ‘troféus de caça’. Os leões da montanha, os ursos pretos, o tráfico de animais selvagens e agora os clubes de safari querem matar os ursos grizzlies também sob o argumento de que a caça ajuda nos esforços de conservação”, finalizou Pacelle.

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