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Sete vitórias dos direitos animais um ano após a morte do leão Cecil

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Shutterstock
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O dia 1º de julho de 2016 marcaou um ano do assassinato do leão Cecil pelo caçador de “troféus” e dentista norte-americano Walter Palmer.

Cecil havia sido supostamente atraído para fora do Parque Nacional Hwange antes de ser morto, diz o The Dodo.

Nas semanas seguintes, a morte do amado leão de juba negra do Zimbábue foi lamentada em todo o mundo, o que provocou um novo debate sobre como as pessoas tratam os animais.

Felizmente, o debate não diminuiu ou foi esquecido e marca uma nova era na preocupação humana em relação aos direitos animais e, em particular, dos animais selvagens.

O nome “Cecil” passou representar os animais em necessidade em todo o mundo e têm ocorrido esforços para corrigir inúmeros abusos de animais. Veja sete fatos incríveis que aconteceram desde a morte de Cecil há um ano.

Crescem medidas de proteção de leões

Reprodução/Shutterstock
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A morte de Cecil lançou luz sobre a população de leões selvagens na África. Desde a década de 1940, os leões perderam cerca de 95% da sua população e há apenas cerca de 20 mil deles na natureza.

Após a morte do animal, inúmeras petições, exigindo melhores proteções para os leões selvagens, circularam amplamente. A cada ano, grandes caçadores matam cerca de 600 leões e com as ameaças às suas populações, isso não é sustentável.

Em 2015, a França e a Austrália proibiram a importação de partes do corpo de leões e “troféus” de pele. Finalmente, em dezembro de 2015, os Estados Unidos seguiram o exemplo, aumentando a proteção para certas subespécies de leões em toda a África sob a Lei de Espécies Ameaçadas.

Ainda há muito a ser feito. Muitos leões, que não são considerados uma subespécie ameaçada de extinção, não estão sob a proteção da lei. Porém, muitas grandes companhias aéreas norte-americanas começaram a se recusar a transportar “troféus” de leões resultados de caças sangrentas.

SeaWorld encerra programa de reprodução de orcas

Reprodução/Facebook, SeaWorld
Reprodução/Facebook, SeaWorld


As pessoas costumavam gostar de ver os animais de perto – e não pensar sobre a dor e o sofrimento que tornaram essas situações possíveis.

Porém, cada vez mais, o público começou a se interessar pelo bem-estar dos animais em cativeiro. As pessoas simplesmente não gostam de ver animais confinados em tanques, e assim, devido a crescentes pressões do público, o SeaWorld anunciou, em março deste ano, que iria encerrar seu programa de reprodução de orcas.

Os amantes de animais em todos os lugares se alegraram com o que foi chamado um “enorme passo à frente” em direção a um futuro mais humano para os animais.

Ringling Circus decide não mais explorar elefantes em performances

Reprodução/Facebook, RinglingBrosCircus
Reprodução/Facebook, RinglingBrosCircus

Depois de mais de um século de shows com elefantes, o Ringling Bros e Barnum & Bailey Circus decidiu encerrar essas atividades.
Por causa da reação pública em relação às condições dos animais nesses estabelecimentos, o circo anunciou em março deste ano que iria “aposentar” os elefantes em no mês de maio.

“Nossos consumidores mudaram seus pontos de vista. Várias pessoas não estão confortáveis com uma turnê que tenha elefantes”, disse Alan Feld, vice-presidente da Feld Entertainment,que administra o circo.

Cresce indignação contra comércio de marfim

Reprodução/Shutterstock
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Os elefantes estão sendo mortos mais rapidamente do que o ritmo de nascimentos da população e isso ocorre por causa da caça de marfim para abastecer os mercados internacionais.

Diante desse cenário, em junho de 2016, o Serviço de Vida Selvagem e de Pesca dos Estados Unidos (USFW) adicionou uma cláusula à Lei de Espécies Ameaçadas que proíbe quase inteiramente a venda de marfim de elefante.

E isso ocorreu em grande parte graças à pressão dos norte-americanos que protestaram em nome dos animais.

Elefantes explorados por indústria de turismo finalmente poderão descansar

Reprodução/Facebook, ElephantHaven
Reprodução/Facebook, ElephantHaven

As empresas estão começando a perceber que passeios em elefantes têm gerado revolta entre o público.

A Saiyok Elephant Park, anteriormente uma empresa que promovia essas atividades, é atualmente conhecida como Elefante Haven Thailand. O parque, que costumava oferecer passeios em seus elefantes desgastados e angustiados, agora permite que os turistas simplesmente coexistam com os animais.

O parque foi transformado em um santuário em agosto de 2015, quando seu proprietário decidiu juntar-se a um projeto, liderado por Lek Chailert, fundador da Elephant Nature Park (PEV), para incentivar parques de elefantes em toda a Tailândia a promoverem essas mudanças positivas.

Aquário Nacional dos Estados Unidos decide transferir golfinhos para santuário

Reprodução/AquárioNacional
Reprodução/AquárioNacional

Oito golfinhos em cativeiro que viviam em tanques e eram explorados pelo Aquário Nacional, em Baltimore, serão transferidos para um santuário marítimo até 2020.

“Agora sabemos mais sobre as necessidades dos golfinhos, e acreditamos que o Aquário Nacional está singularmente preparado para usar esse conhecimento para implementar uma mudança positiva”, declarou John Racanelli, CEO do aquário, em um comunicado.

Assassinato de gorila Harambe em zoo provoca indignação

Reprodução/ViralHog
Reprodução/ViralHog

Desde a morte de Cecil, era difícil a luta de um animal chegar às manchetes internacionais e foi isso o que ocorreu com o gorila Harambe.

Harambe vivia no zoológico de Cincinnati e foi baleado e morto tragicamente depois que uma criança conseguiu pular em seu recinto. O assassinato ocorreu mesmo após o animal tentar proteger a criança, o que despertou debates sobre o cativeiro de animais selvagens e o preço que esses animais pagam devido também a erros humanos.

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