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Em um mês, 40 gatos são encontrados mortos em cemitério de Ribeirão Preto (SP)

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Gatos com os corações arrancados, sem cabeças, sem patas e até sem pulmões. Em menos de um mês, cerca de 40 felinos nessas condições foram encontrados num cemitério de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

O mistério sobre as mortes dos gatos gerou revolta de ONGs de proteção animal, sindicância na prefeitura e uma investigação policial.

A última ação ocorreu nesta quarta-feira (29), quando quatro gatos foram encontrados mutilados no Cemitério da Saudade. Os cerca de cem animais que ainda moram nas redondezas estão sendo recolhidos pela prefeitura, para tentar evitar que a mortandade prossiga.

Os casos tiveram início, segundo a polícia, em 7 de junho, quando 20 felinos foram encontrados sem vida em três pontos do cemitério, todos sem coração e pulmão e com o tórax aberto -alguns deles também estavam sem as patas dianteiras.

Uma das hipóteses investigadas pela Delegacia de Proteção aos Animais é a de que gatos estejam sendo mortos em rituais de magia negra. “Essa é uma das linhas de investigação, mas ainda não há uma conclusão”, afirmou o delegado Marcelo Veludo Garcia, que foi responsável pelo inquérito até quinta-feira (30).

O uso em aulas universitárias (alguns dos cortes eram precisos) e até a venda da carne em pastelarias chegaram a ser cogitados como motivos por membros de entidade de proteção – essa última já rechaçada pelo delegado.

De acordo com Marcelo Garcia, servidores do cemitério, gerentes e funcionários de uma empresa terceirizada foram ouvidos e os corpos dos animais foram encaminhados para perícia.

Três dos ataques foram registrados na polícia, envolvendo a morte de 20 gatos, segundo a prefeitura.

A administração afastou vigias do cemitério da função até que a apuração seja concluída, mas as mortes de felinos continuaram a ser registradas mesmo após a saída dos funcionários do local.

Resgate
A prefeitura iniciou uma ação para tentar salvar os gatos que habitam o cemitério, no bairro Campos Elíseos, um dos mais antigos e populosos da cidade.

Os animais estão sendo recolhidos por funcionários da Coordenadoria de Bem-Estar Animal desde quinta-feira para serem encaminhados para adoção ou levados para a chácara de uma protetora animal.

“Resolvemos tentar minimizar o problema retirando-os do cemitério. Os mais dóceis serão enviados para feiras de adoção, enquanto os outros serão levados para a chácara de uma parceira nossa”, disse a coordenadora do setor, Stefânia Dallas.

Sobre as suspeitas da administração para a mortandade, a coordenadora disse ser melhor esperar a conclusão da investigação policial.

A defensora animal Walesca Telli, que há 16 anos cuida de gatos abandonados no Morro do São Bento, também em Ribeirão, diz que a medida adotada pela administração municipal é ineficaz e cobra ações preventivas.

“Tirá-los do local não resolve. Ficarão enjaulados à espera de adoção, que pode nunca ocorrer. O que vai resolver é fiscalizar e punir quem abandona animais no cemitério e os deixa sujeitos a maldades como as que estão ocorrendo”, afirma.

Fonte: Folha de São Paulo

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