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Indignação com festival de carne de cachorro revela hipocrisia do especismo

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/HolocaustoAnimal
Reprodução/HolocaustoAnimal

Anualmente, desde 2010, uma multidão de pessoas migra para as ruas em uma pequena província chinesa para participar do festival de carne de cachorro que ocorre em Yulin.

Durante o evento, cerca de 10 mil cães são enviados à cidade para serem mortos e consumidos. Esses animais companheiros, inteligentes e sociais ficam em gaiolas superlotadas e mal conseguem se mexer, diz o Huffington Post.

Eles são obrigados a percorrer longas distâncias dessa maneira sem comida ou água. Então são arrancados das gaiolas para enfrentar uma morte horrível.

O festival sempre provoca uma enorme indignação, principalmente de ocidentais. No entanto, além de expressar o repúdio ao evento que ocorre do outro lado do mundo, é fundamental, e talvez ainda mais desafiador, que as pessoas examinem os costumes em relação aos animais em suas próprias casas.

“Embora fiquemos horrorizados com o consumo de cães na China, a maneira com que esses cães são tratados não se difere muito do tratamento que recebem outros animais criados e mortos pela indústria de alimentos, que mata um número significativamente maior de animais”, diz Erica Meier, diretora-executiva do grupo Compassion Over Killing em um texto publicado no portal.

Enquanto 10 mil cães têm uma morte horrível durante o Festival de Yulin, esse número multiplicado por 100 é a quantidade de animais que passam pelos matadouros americanos a cada hora a e enfrentam o medo e a violência durante todo o caminho.

Vacas, porcos e aves criados para alimentação enfrentam uma vida miserável enquanto são confinados em instalações que se parecem muito mais com fábricas do que com fazendas.

Esses animais são tratados rotineiramente de maneiras que poderiam resultar em processos criminais, caso esses mesmos abusos fossem infligidos a cães ou gatos.

Na indústria de carne de porco, por exemplo, a maioria das mães é trancada dentro de jaulas extremamente apertadas que impedem qualquer movimentação e é tratada como máquina produtora de leitões, que são alinhadas como automóveis estacionados e forçadas a suportar uma existência inimaginável.

Esse confinamento extremo e a imobilização provocam um enorme desgaste físico e mental sobre estes animais sociais e inteligentes. Seus músculos atrofiam e, eventualmente, muitos deles enlouquecem, exibindo comportamentos que em seres humanos seriam diagnosticados como depressão clínica e desamparo.

“Enquanto o pensamento de matar violentamente os cães e comê-los for digno de nossa indignação moral, não é um desserviço condenar outras culturas por suas ações sem refletir sobre o tratamento dos animais em nossa própria sociedade, especialmente os milhares de animais que criamos e matamos para a alimentação a cada ano?, questiona Meier.

De acordo com ela, é necessário criticar o abuso repugnante de animais do outro lado do nosso planeta e o festival de Yulin deve acabar.

Entretanto, não se pode esquecer que é preciso ter coerência, autocrítica e combater essas práticas em relação a todos os animais.

A crueldade contra os animais é errada independentemente da espécie ou do local geográfico. E, para combatê-la, deve-se mudar o estilo de vida e optar pelo veganismo. Somente assim os animais serão livres e terão as vidas que merecem.

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