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Ativistas lutam para salvar espécie de rinoceronte com apenas 3 sobreviventes

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/HuffingtonPost
Reprodução/HuffingtonPost

Ouvir Zachary Mutai falar sobre os três rinocerontes criticamente ameaçados de extinção que estão sob seus cuidados é como ouvir um pai coruja exaltar as virtudes de um filho.

“Eu sei que quando eles estão felizes ou nervosos. Estes rinocerontes são a minha paixão”, disse ele. Mutai é o responsável pelos rinocerontes brancos do norte do grupo Ol Pejeta Conservancy no Quênia, relata o Huffington Post.

Ele supervisiona um trio de animais: Sudan, um macho de 42 anos, e duas fêmeas, Najin e Fatu. Eles são os três últimos do mundo de suas subespécies.

Em um vídeo enviado pelo Great Big Story esta semana, Mutai e Stephen Ngulu, um veterinário de animais selvagens, discutiram os enormes esforços que têm sido empreendidos para manter Sudan, Najin e Fatu vivos e para salvar a espécie da extinção iminente.

Os três rinocerontes, que foram transferidos de um zoológico da República Checa para o Quênia em 2009, permanecem sob a vigilância de guardas armados de conservação por 24 horas.

Os caçadores foram em grande parte responsáveis por dizimar a espécie e eles continuam a ser uma ameaça.

Até agora, Sudan, Najin e Fatu tem sido incapazes de reproduzir. Por isso, os cientistas estão desenvolvendo a fertilização in vitro como um último esforço para salvar o rinoceronte branco do norte.

Embora essa seja uma solução desafiadora e controversa, acredita-se que é a única opção que resta para assegurar a preservação dos animais.
“Se não agirmos agora, o rinoceronte branco do norte irá se extinguir”, declarou Thomas Hildebrandt, do Instituto de Zoológicos e de Pesquisas da Vida Selvagem em Berlim, ao The Guardian em maio.

“Uma vez que desenvolvermos esse método para salvá-los, poderemos resgatar outras espécies ameaçadas”, adicionou.

Até então, a tarefa em questão continua tão complicada como o cenário enfrentado pelos rinocerontes.

“Ninguém obteve sucesso com a fertilização in vitro em qualquer espécie de rinocerontes. A técnica exige condições específicas para imitar o ambiente uterino e é preciso muito tempo e um enorme financiamento para aperfeiçoar a metodologia”, disse Susie Ellis da Fundação Internacional de Rinocerontes.

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