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Golfinhos serão explorados em parque no meio do deserto do Arizona

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/CourtneyVail
Reprodução/CourtneyVail

Na última semana, o Aquário Nacional em Baltimore, Maryland, anunciou que iria libertar os golfinhos para viverem o resto de seus dias em um santuário, representando um avanço pelos direitos animais nos EUA.

Porém, infelizmente, o estado do Arizona está dando um enorme passo para trás com a construção do Dolphinaris, um parque de diversões em pleno deserto que contará com 12 golfinhos em cativeiro e irá oferecer “experiências interativas”, como nadar com esses animais, relata o The Dodo.

“Acredito que isso será um pesadelo para os golfinhos”, disse Courtney Vail, gerente de campanhas e programas da organização Conservação de Baleias e Golfinhos (WDC).

“Você não pode controlar o clima e mesmo que as jaulas sejam adaptadas para permitir que esses golfinhos sobrevivam, isso não significa que eles ficarão bem.”

O Dolphinaris é uma empresa com sede no México e possui cinco instalações. A instalação do Arizona será a primeira nos Estados Unidos.

Reprodução/CourtneyVail
Reprodução/CourtneyVail

Ela será aberta ao lado do Aquário OdySea, também em construção, no final do verão deste ano, mesmo com a crescente oposição pública a lugares como o SeaWorld.

O parque irá oferecer “uma oportunidade para os visitantes interagirem com os golfinhos, aprender sobre esta espécie surpreendente, e fazer parte dos esforços de conservação do oceano”, alega o site do Dolphinaris. Mas a população e os ativistas pelos direitos animais não tem sido ludibriados por essa publicidade.

No mês passado, mais de 200 pessoas se reuniram em um protesto contra o Dolphinaris e que foi organizado pelo grupo “Esvaziem os tanques”. Uma das manifestantes era Anna Kiley, uma ex-treinador de golfinhos no parque SeaWorld de San Diego.
“Estou horrorizada que o Dolphinaris está trazendo os golfinhos para o Arizona”, disse Kiley.

“Nosso clima aqui atinge temperaturas extremas tanto no verão como no inverno, há muita poluição, poeira, monções, ar seco, etc”, completou.

Heather Rally, veterinária de mamíferos marinhos que atualmente trabalha com a PETA, concordou com Kiley e enfatizou que há cada vez mais evidências sobre os danos gerados pelo cativeiro na saúde e no bem-estar dos animais.

“Ao longo das décadas, aprendemos que ao manter estes animais em cativeiro em tanques não podemos satisfazer suas necessidades”.

Gray Stafford, gerente geral da Dolphinaris, se recusou a falar com a reportagem. Em vez disso, a empresa enviou um documento ao The Dodo descrevendo o Dolphinaris como “um esforço multinacional e multicultural que traz empregos e uma atração familiar”.

Rally disse que está particularmente preocupada com o fato de que os golfinhos serão mantidos no deserto do Arizona, um dos lugares mais quentes e ensolarados do planeta, o que é mais um imenso desafio aos animais.

De acordo com ela, embora a instalação alegue que irá regular a temperatura da água das piscinas de golfinhos, não está claro se há planos de fornecer sombra e proteção adequada contra a radiação ultravioleta.

O ambiente quente do deserto representa grandes riscos para os golfinhos, incluindo infecções respiratórias devido à poeira excessiva. A febre do vale também pode ser contraída por mamíferos marinhos, assim como por seres humanos e outros animais.

É claro que também há a extrema angústia e estresse gerados pelo cativeiro. No caso do programa do Dolphinaris, os animais estão sujeitos a ficarem ainda mais estressados, pois não estão acostumados a nadarem com humanos, o que pode levar a comportamentos agressivos.

Atualmente há cerca de 622 baleias e golfinhos mantidos em cativeiro nos Estados Unidos e no Canadá, segundo dados divulgados em abril deste ano pela Ceta-Base, uma organização sem fins lucrativos dedicada a compilar dados sobre baleias e golfinhos em cativeiro.

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