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Ativismo estimula empresas a adotarem medidas em favor dos direitos animais

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Adweek
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Um cínico poderia dizer que especialistas em moda, vendedores de alimentos, produtores de cosméticos e fornecedores de entretenimento estão apenas tentando melhorar sua imagem quando promovem mudanças positivas no tratamento de animais.

Wayne Pacelle, presidente e CEO da Humane Society, concorda, mas, segundo ele, essas empresas têm tomado decisões sem precedentes, diz o Adweek.

Um dos casos mais notórios é o do parque SeaWorld que, em face da queda de visitantes e de protestos públicos, prometeu acabar com o seu programa de reprodução de orcas. Outro exemplo são as cadeias de fast-food, como a Wendy,o McDonald’s, a Dunkin ‘Donuts, a Denny e o Taco Bell que se comprometeram a usar apenas ovos livres de gaiolas.

Na indústria da moda, o grupo Armani decidiu acabar com o uso de pele animal. No setor de “entretenimento”, o circo Ringling Bros e Barnum & Bailey Circus anunciou que irá eliminar progressivamente as performances com elefantes após 144 anos dessas práticas.

Reprodução/Adweek
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Além disso, os estúdios de Hollywood têm feito filmes com animais gerados por computador em vez de explorar animais vivos, um desses filmes é o recente “O Livro da Selva”.

“Se uma empresa está tomando essas decisões para se defender de críticas tudo bem. Independentemente de suas razões, há uma verdadeira transformação acontecendo nas empresas norte-americanas “, disse Pacelle.

O público é um dos grandes responsáveis por essas mudanças, especialmente a geração do milênio, que exige que as corporações levem em conta questões ambientais, a sustentabilidade e o bem-estar animal.

“Os consumidores são influenciados por esses fatores quando optam por determinada marca”, disse George Belch, professor e presidente do Departamento de Marketing da Universidade Estadual de San Diego.

Belch acredita que o ativismo pelos direitos animais, alimentado e amplificado pelas mídias sociais, pode estar no auge com as divulgações de informações feitas por grupos como a PETA e a Humane Society.

O premiado documentário “Blackfish” que revelou como o SeaWorld negligenciava e abusava de orcas é um dos mais representativos do poder do movimento pelos direitos animais.

O preço das ações do SeaWorld tem diminuído desde então, assim como o público frequentador de seus parques.

Em outro caso, a morte do leão Cecil, no Zimbábue, causou uma revolta internacional e depois disso mais de 40 companhias aéreas decidiram adotar a política de não transportar “troféus” de espécies selvagens.

As empresas que ainda não aderiram às melhorias nas condições dos animais podem estar em apuros.

“Toda empresa fundamentada na exploração animal está propícia à interrupção,” Pacelle escreve em seu novo livro, “The Humane Economy”, que argumenta que as empresas podem ganhar os corações e o dinheiro de consumidores socialmente conscientes se tratarem os animais com mais cuidado e respeito.

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