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Audiência Pública discutiu políticas de proteção aos animais em Marília (SP)

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Divulgação

Nessa terça feira (14), na Câmara Municipal, houve uma Audiência Publica para discutir a minuta do Projeto de Lei do Código Zoo-sanitário de Marília. Estavam presentes políticos, ambientalista, protetores e ruralistas.

A primeira impressão foi a de que a minuta da Lei está um tanto quanto confusa. Em muitos pontos ele é inclusive contraditória. Ora proíbe, ora libera certas atividades, como os veículos de tração animal e a realização de rodeios.

Entre confusão e contradições, um ponto ficou bem claro. As ONGs em Marília chegaram no seu limite de trabalho de resgate animal e limite financeiro. Quem deve tomar a frente daqui em diante é o poder público, que até o momento pouco fez para ajudar as ONGs que se ocupam com a causa animal.

Por isso que qualquer coisa é alguma coisa. O médico veterinário Fabio Manhoso salientou que esse código será um primeiro passo, e que a partir desse conjunto de leis poderá ser cobrado do município algumas atitudes. Ele citou a estruturação do CVA (Centro de Vigilância Ambiental) e a estruturação do centro de Zoonoses de Marília. Também é esperado um aumento da castração dos animais como medida de controle de natalidade.

De acordo com a protetora Fernanda Costa, “esse código será um passo muito grande e Marília pode se tornar referência se forem aplicadas tais ações”.

Já o músico e ativista das causas de proteção aos animais Sayer Aurélio, também presente na Audiência Pública, cobrou mais empenho do poder público e disse que “um governo que não cuida de seus animais também não é capaz de cuidar das pessoas, pois os animais não tem condições de pedir socorro. É uma questão de humanidade”.

Interesses opostos
Há claramente dois lados principais nessa discussão. Os ruralistas querem a liberação e regulamentação das Cavalgadas e rodeios na cidade. Os protetores de animais defendem a proibição destas atividades. Eles alegam maus tratos aos animais e defendem que rodeios e veículos de tração animal sejam totalmente proibidos em área urbana.

Apesar e por causa das discussões e controvérsias, o primeiro encontro foi um passo positivo para a causa animal na cidade de Marília, saindo finalmente do esquecimento pelo poder público. Vale continuar com o diálogo, pois a causa animal e o Código Zoo-sanitário de Marília não pode simplesmente servir de palanque para políticos em ano eleitoral. Como foi dito, é uma questão de humanidade.

Fonte: Marília Global

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