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Indústria da carne aprisiona porcas em “celas de gestação” durante a gravidez

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Care2
Reprodução/Care2

Parece uma lenda urbana: para fazer bacon, os fazendeiros colocam os porcos em gaiolas tão pequenas que eles não podem sequer se movimentar.

Porém, a parte mais assustadora dessa história é que ela é verdadeira e essas gaiolas minúsculas são chamadas de celas de gestação, informa o Care2.

Essas celas são barracas de metal, que medem dois pés de largura e quase sete pés de comprimento, utilizadas na produção de carne de porco. Elas foram criadas em 1969 e, nas décadas de 80 e 90, tornaram-se o método mais usado por fazendas.

As celas ainda são usadas por grande parte da indústria que explora 5,9 milhões de porcos. Elas são projetadas para abrigar individualmente porcas grávidas que irão reproduzir mais animais para serem assassinados.

Os excrementos dos animais caem através das rachaduras e eles não deixam as celas de gestação durante toda a gravidez, que tem cerca de quatro meses, nem mesmo para a alimentação.

Uma porca grávida é praticamente do mesmo tamanho de sua cela de gestação, o que significa que não há espaço nenhum para caminhar ou às vezes até mesmo deitar ou virar o corpo.

|Reprodução/Care2
|Reprodução/Care2

Este confinamento extremo gera sérios problemas físicos e mentais. Os animais ficam exaustos quando permanecem continuamente em uma posição e suas tentativas desesperadas de se moverem causam ferimentos, como hematomas e abscessos que normalmente não são tratados.

Como porcos devem viver em superfícies suaves, o piso duro provoca estresse e danos nos ossos e músculos. Além disso, ao viverem diretamente acima de suas próprias fezes e urinas, os porcos são expostos a níveis elevados de amônia, o que gera doenças respiratórias e irritação nos olhos.

Mentalmente, a experiência também é terrível. Na indústria de carne de porco, as fêmeas passam cerca de 80% de suas vidas em celas de gestação.

Alguns animais mastigam as barras de metal até suas bocas sangrarem, outros se tornam agressivos, e outros entram em um estado de depressão profunda.

Os fazendeiros mantêm essas condições absurdas em nome do lucro, mas felizmente têm ocorrido manifestações contra elas.

Uma pesquisa recente do Departamento de Fazendas Americanas descobriu que a maioria dos norte-americanos considera as celas de gestação desumanas e um estudo da Universidade do Estado de Michigan mostrou pelo menos 60% dos entrevistados apoiavam sua proibição.

O Canadá é um dos países que proibiu o uso desses métodos. Algumas redes, como o McDonald’s, o Burger King e a Safeway também alegaram que não usam mais essas práticas.

Porém, enquanto houver demanda pela carne desses animais, o sofrimento e a crueldade continuarão sendo a regra da indústria.

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