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Morte de gorila Harambe expõe crueldade dos zoos e reforça luta pela libertação animal

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/BigThink
Reprodução/BigThink

A triste história de Harambe, um gorila de 17 anos, morto no zoológico de Cincinnati em 28 de Maio levanta questionamentos sobre a validade e a moralidade desses estabelecimentos.

Harambe foi morto a tiros sob o pretexto de salvar uma criança de quatro anos que estava em sua jaula. Porém, um vídeo feito por um espectador revelou que Harambe parecia tentar proteger a criança com a qual ficou de mãos dadas por alguns momentos, diz o portal Big Think.

Manter animais selvagens em jaulas para o benefício dos seres humanos pode resultar em tragédias como essa.

Os zoológicos existem desde pelo menos 3500 a.C e ainda são populares hoje em dia, com uma estimativa de 175 milhões de visitantes anualmente.

Há várias evidências de que os animais pagam um alto preço nesses estabelecimentos embora alguns deles aleguem que estejam preocupados com as necessidades dos animais e construam recintos que se assemelham aos habitats naturais dos animais.

Porém, mesmo um recinto bem projetado é pequeno em comparação com o espaço que um animal teria na natureza. Segundo o The Guardian, os tigres que vivem em zoológicos, por exemplo, têm que se contentar com um território 18 mil vezes menor do que o que teriam na natureza.

Já o espaço disponível para ursos polares é um milhão de vezes menor do que eles teriam na natureza.

Reprodução/BigThink
Reprodução/BigThink

As ramificações para a saúde de animais em cativeiro também são preocupantes. Um estudo de 2008 descobriu que elefantes de zoológicos no Reino Unido gastavam 83% do seu tempo em ambientes internos e tinham problemas no pé devido ao excesso de peso.

Apenas 16% conseguia andar. A média de vida de um elefante Africano em estado selvagem é de 56 anos, sendo que em um zoológico é de 16,9 anos.

Há diversos outros problemas psicológicos em animais cativos bem conhecidos e documentados como o estresse, angústia, e depressão.

Entretanto, há duas razões comumente citadas por zoológicos para justificar que permaneçam abertos: promover a educação de crianças sobre animais que elas nunca veriam, e preservar as espécies ameaçadas de extinção, por meio de programas de reprodução.

Um estudo publicado na Conservation Biology descobriu que apenas 34% das crianças que visitam um zoológico sem um instrutor aprendeu algo, e alguns dados que eles “aprenderam” estavam factualmente incorretos.

Quanto ao argumento de proteger espécies ameaçadas, a Associação de Zoológicos e Aquários afirma ter salvado mais de 30 espécies, mas a maioria delas não pode ser devolvida à natureza.

Porém, o custo de manter um animal em um zoológico pode ser 50 vezes mais alto do que para protegê-lo na natureza.

A forma mais humana de permitir que crianças e adultos se aproximem de animais seria por meio de visitas a santuários que se preocupam em acolhê-los.

Já para adquirir informações específicas sobre eles, uma alternativa seria assistir a documentários que normalmente estão disponíveis nas programações de televisão.

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