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Veado bororó e onça são flagrados por câmeras do Projeto Mamíferos, no Paraná

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Um veado-mão-curta, também chamado de bororó, e uma onça-pintada foram flagrados por câmeras de monitoramento do Projeto Mamíferos, em uma área do Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná. O veado, classificado como uma espécie vulnerável, foi visto em abril, já a onça, já na lista de animais ameaçados de extinção, passou por outro ponto da floresta, também em Céu Azul, no oeste, entre março e abril.

O Mazama nana, como é cientificamente classificado o veado-mão-curta, é a menor espécie do gênero e pesa no máximo 15 kg. Por enquanto, foram realizados poucos estudos acerca do habitat e comportamento deste animal. E, segundo especialistas que participam do projeto, a presença no parque é uma oportunidade para conhecê-lo melhor e propor medidas de manejo eficazes para a sua conservação.

“Provavelmente o Parque Nacional do Iguaçu mantenha a maior população dessa espécie em todo o país. Na região oeste do Paraná, e no estado como um todo, embora diversos fragmentos florestais possam abrigar a espécie, a caça ilegal tem levado ao seu declínio e mesmo ao desaparecimento de diversas áreas”, afirma o pesquisador associado do Instituto Neotropical Pesquisa e Conservação, Carlos Rodrigo Brocardo.

A presença da onça na mesma região também é considerada um bom sinal. Nas imagens ela anda tranquilamente pela trilha. “O fato de registrarmos tanto o predador maior que é a onça e a presa, no caso do veado, é um sinal de que a floresta está mantendo todos os elos da cadeia alimentar. Isso significa que a floresta está viva”, observa o pesquisador.

Com 185 mil hectares do lado brasileiro, estima-se que o parque abrigue atualmente cerca de 20 onças. Alguns deles são monitorados por especialistas de outro projeto, o Carnívoros.

O projeto “Mamíferos como indicadores da saúde do ecossistema Floresta com Araucárias”, apoiado pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza e desenvolvido pelo Instituto Neotropical Pesquisa e Conservação, teve início em março de 2015 e conta com quatro pesquisadores.

O objetivo da iniciativa, reforça Brocardo, é monitorar áreas grandes e menores em Cascavel e municípios vizinhos, comparando-as, para se traçar um diagnóstico dos impactos causados, por exemplo, pelo desmatamento e pela caça.

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Fonte: G1

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