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Aumento da exploração de insetos levanta debate sobre seus direitos

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Reprodução/Faunalytics
Reprodução/Faunalytics

Quando debatemos a ética por trás do consumo de produtos de origem animal, frequentemente cita-se a criação de animais em fazendas ou a caça de animais selvagens. Porém, com o crescente consumo de insetos, a preocupação com o bem-estar desses animais deve aumentar.

Muitas pessoas já consomem produtos derivados do mel e afetam insetos de diversas maneiras. Então, já deveríamos pensar sobre o bem-estar de insetos, um assunto que defensores dos animais têm levantado, diz o portal Faunalytics.

Normalmente, parte da equação sobre o que constitui uma “boa vida” inclui o tempo de duração dessa vida. Mas essa medição pode ser bastante complicada quando se trata de insetos que vivem dias ou semanas em vez de anos.

Segundo o pesquisador Simon Knutsson, que analisa as condições de vida de algumas espécies, viver mais não é necessariamente bom, pois os insetos ficam expostos também a fatores ruins que os ameaçam.

Como outros animais, nem todos os insetos têm vidas semelhantes. Mesmo dentro de uma espécie, a qualidade e a duração da vida pode ser diferente. A maioria das abelhas operárias, por exemplo, vive entre 15 e 38 dias.

Quando as abelhas crescem e começam a sair da colmeia para conseguir alimento e água, o risco de morte aumenta substancialmente e esses casos devem ser analisados.

Já a expectativa de vida de um zangão é um pouco maior, entre 20 e 40 dias. Durante a temporada de inverno, os zangões são “de pouca utilidade “e recebem uma grande quantidade de alimentos para serem mortos no outono pelos trabalhadores.

Já uma abelha rainha protegida pode viver de dois a três anos.

Porém, as abelhas produzem várias rainhas ao mesmo tempo e como há apenas uma rainha por colmeia, muitas delas são mortas antes de se reproduzirem e se tornarem adultas.

“Do ponto de vista ético, não é interessante pensar quanto tempo um animal pode viver, mas sim como é sua qualidade de vida”, afirma Knutsson.

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