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Milícias africanas estão assassinando animais selvagens e guardas florestais

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Redação ANDA – Agência de Notícias dos Direitos Animais

Reprodução/TheGuardian
Reprodução/TheGuardian

Brigadier Venant Mumbere tinha 35 anos e quatro filhos. Ele foi o 150º guarda-florestal morto, nos últimos 10 anos, enquanto protegia gorilas, elefantes e outros animais selvagens no parque nacional de Virunga em abril.

Mumbere e seu colega congolês Fidèle Mulonga Mulegalega foram cercados por uma milícia local, capturados e, em seguida, mortos, informa o The Guardian.

Neste ano, cinco guardas-florestais de Virunga já foram mortos. Para o administrador do parque Emmanuel de Merode, esses assassinatos representam a face dos conflitos brutais relacionados à vida selvagem e que atingem o sul do Sudão, a República Centro-Africana, o Congo e partes da Uganda, Chade e Tanzânia.

O próprio Merode foi baleado e ferido por milícias em 2014. “Não podemos sustentar estas perdas neste trabalho de conservação, que é o mais perigoso do mundo.”

A batalha pela vida selvagem se acirrou pois as milícias visam caçar elefantes e rinocerontes e matam indiscriminadamente quem tenta proteger os animais. Na última semana, um tiroteio no parque nacional de Gamba deixou três guardas mortos e dois feridos.

Os cinco guardas de Garamba eram membros do grupo Parques Africanos, uma organização sem fins lucrativos, com sede em Johannesburgo, que treina guardas-florestais para atuarem em 10 parques de vida selvagem.

De acordo com o diretor do grupo Peter Fearnhead, Garamba é agora o coração do comércio ilegal de vida selvagem na África.

“Em sete anos, cerca de 30 pessoas foram mortas somente em Garamba. Centenas de elefantes são assassinadas anualmente. A vida de um guarda da vida selvagem é muito perigosa em alguns países”.

Poderosas redes de criminosos, milícias, exércitos e políticos corruptos são os responsáveis pelos assassinatos de animais e de humanos. Estima-se que a venda de presas e chifres de rinocerontes arrecade 20 bilhões de dólares que financiam a guerra, o terrorismo e a criminalidade.

Um estudo feito em 2014 pelo C4ADS para o grupo de conservação US Born Free revelou que o marfim se tornou a moeda preferida de militantes e rebeldes para comprar armas e financiar conflitos na África central.

Acredita-se que grande parte da caça começa no Sudão, onde milícias ligadas ao genocídio em Darfur na década de 1990 começaram a financiar suas operações por meio do assassinato de animais selvagens em países distantes como Camarões, a República Centro-Africana e a República Democrática do Congo.

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