• Home
  • Dezesseis mil elefantes foram mortos durante cinco anos na Reserva do Niassa

Dezesseis mil elefantes foram mortos durante cinco anos na Reserva do Niassa

0 comments

Divulgação
Divulgação

Em 2010, eram 20 mil. Re­duziram para 12 mil em 2012 e, de lá para cá, só restam 4.400. Em cerca de cinco anos, foram mortos 16 mil elefantes, uma média de 3 200 ani­mais por ano. É o maior massa­cre da espécie em Moçambique. A chacina ocorre na maior área de conservação do país: Reserva Nacional do Niassa.

Com mais de 42 mil quiló­metros quadrados, a reserva foi criada na década de 1950, com o objectivo de proteger espécies florestais e faunísticas. Na épo­ca, a área que abrange as atuais províncias de Niassa e Cabo Del­gado era conhecida como “o fim do mundo”, devido ao ambiente hostil à vida humana. Meio sé­culo depois, a Reserva do Nias­sa virou o “fim do mundo” dos elefantes e deixou de ser hostil para os caçadores furtivos.

Os números assustadores fo­ram apresentados ao Presiden­te da República, que ontem aterrou na Reserva do Niassa, a partir do distrito de Mecula. As autoridades da reserva dizem que a população de elefantes reduziu devido à caça furtiva, eufemismo jurídico usado para descrever o crime organizado contra espécies protegidas.

Além dos caçadores de elefan­tes, circulam na extensa área madeireiros e garimpeiros que fazem riqueza à margem da lei. “Em Outubro e Novembro, ire­mos fazer uma contagem aérea dos animais”, disse o adminis­trador.

Filipe Nyusi não tem dúvidas que o abate de milhares de ele­fantes reflecte mau desempe­nho na gestão da reserva. “Es­peramos que a contagem deste ano traga novos indicadores”, disse o Chefe de Estado.

Fonte: O País

About the Author

Follow me


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>