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Sepultamentos milenares revelam que os cães sempre foram nossos melhores amigos

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Por Sarah Griffith/Daily Mail (Tradução: Neuza Vollet/Agência de Notícias de Direitos Animais)

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Foto: Universidade de Alberta/YouTube

A descoberta de um cemitério milenar onde os cães eram enterrados como os seres humanos, entre 5.000 e 8.000 anos atrás, está lançando nova luz sobre a relação com os nossos melhores amigos.

Os restos mortais encontrados no Lago Baical, na Sibéria, revelam que os animais eram sepultados com seus tutores e tratados como humanos durante a vida e também na morte.

Cães premiados eram enterrados usando coleiras decorativas ou com objetos, como colheres, sugerindo a crença das pessoas na vida pós-morte do animal, de acordo com um antropólogo.

O antropólogo Robert Losey, da Universidade de Alberta, no Canadá, encontrou os restos mortais de um cão perto do lago de água doce mais profundo do mundo.

Foto: Universidade de Alberta/YouTube
Foto: Universidade de Alberta/YouTube

Losey, que estuda o relacionamento entre cães e humanos, declarou em vídeo que na pré-história há mais sepultamentos de cães do que de outros animais, incluindo gatos e cavalos, o que sugere que os caninos “tinham um lugar muito especial nas comunidades humanas no passado”.

O sítio no Lago Baical indica uma das mais antigas evidências da domesticação dos cães, mas também sugere que esses animais eram tão estimados como os seres humanos. “Os cães eram tratados exatamente como os humanos quando morriam”, disse o Dr. Losey.

 

“Eles eram colocados cuidadosamente em um túmulo, usando coleiras decorativas ou próximos de objetos como colheres, talvez porque se pressupunha que os animais possuíam almas e que teriam uma vida após a morte”.

Em um dos casos, um homem foi enterrado junto de seus dois cães, um de cada lado. Mas os animais também davam a impressão de terem sido bem tratados enquanto estavam vivos.

O Dr. Losey usou análises químicas dos ossos para determinar que os cães eram alimentados com a mesma dieta dos humanos pré-históricos, incluindo peixe e carne que obtinham caçando.

“Desde o princípio há evidência de que as pessoas amavam e cuidavam dos seus cães da mesma forma que nós o fazemos hoje, mas eles também eram companheiros de trabalho e estavam envolvidos em todas as tarefas domésticas”, de acordo com o Dr. Losey.

Foto: Corbis
Foto: Corbis

“Há milhares de anos havia até mesmo cachorrinhos de colo. Os romanos tinham os seus”.

“Com certeza as pessoas começaram a criação de cães com objetivos específicos. Acredita-se que todos os cães modernos descendem do lobo cinzento euro-asiático, uma subespécie que se ramificou e começou a interagir com os humanos entre 30.000 e 40.000 anos atrás, “provavelmente por sua própria iniciativa, sem a intervenção dos seres humanos em suas vidas”, explica o Dr. Losey.

É provável que os lobos circulassem nos arredores dos acampamentos humanos e que aos poucos se tivessem tornado menos inibidos. Quando se tornou claro seu potencial como companheiros e parceiros de trabalho, foram domesticados e criados seletivamente.

Em algum período entre 10.000 e 15.000 anos atrás, o lobo tornou-se geneticamente indistinguível do cão moderno.

Losey também encontrou evidências de cães de trenó, usando o que parecem ser arreios, assim como indícios do uso de renas também. “Assistimos ao surgimento desta singular comunidade multiespécie”, comentou o cientista.

Embora o cão dos nossos dias seja mais próximo geneticamente de seu ancestral remoto do que do lobo moderno, a maioria das raças específicas de cães têm raízes que remontam a cerca de 200 anos apenas.

Foto: Mail On Line
Foto: Mail On Line

Ele afirma que continuará a estudar o sítio de sepultamento na Sibéria, pois se trata da maior coleção arqueológica de cães de toda a região Ártica.

O Dr. Losey espera que o sítio nos auxilie a compreender o que está no cerne do nosso relacionamento com os cães. “O que mais me interessa é a história de nosso relacionamento de trabalho com os animais, assim como nosso relacionamento emocional”, ele disse.

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