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ONG denuncia amplo mercado de produtos de couro de cães e gatos‏

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Peças semi finalizadas de couro de cães foram encontradas empilhadas em fábrica. Foto: PETA
Peças semi finalizadas de couro de cães foram encontradas empilhadas em fábrica. Foto: PETA

Fazer escolhas de compras com uma consciência social nunca foi tão fácil. Atualmente, há uma infinidade de opções acessíveis ao consumidor preocupado com a ecologia e com os direitos animais. No entanto, apesar dessa facilidade, o uso de artigos de couro animal continua em alta, e as espécies animais cujos corpos estão sendo usados confecção de artefatos de couro são cada vez mais variadas e improváveis.

A produção de couro é um negócio tradicionalmente grande na China e, nos últimos dois anos, vieram à tona evidências de que o couro de cães tem sido amplamente manufaturado e vendido no mundo todo, inclusive nos Estados Unidos, de acordo com a ONG PETA da Ásia.

Embora a organização não tenha divulgado os nomes das marcas que vendem produtos à base de couro de cães, pode-se deduzir que o porte desse mercado não é pequeno: a título de escala, só em uma fábrica visitada pela ONG foram encontradas 30 mil peças de couro de cão semi finalizadas.

Em dezembro, alguns membros do congresso americano se manifestaram contra a prática subversiva: os parlamentares Steve Cohen, do Tennessee, Dina Titus, de Nevada, e Alcee L. Hastings, da Flórida, enviaram uma carta ao comissiário Gil Kerlikowske, do departamento de proteção alfandegária dos Estados Unidos (Customs and Border Protection – CBP), a respeito da questão. O trio instou o CBP a ajudar a “evitar que tais produtos sejam vendidos para empresários e consumidores americanos desavisados”, e para que o mesmo considere fazer verificações em amostragens aleatórias de artigos de couro importados.

A importação e a venda de couro e peles de cães e gatos são proibidas nos Estados Unidos desde o ano 2000 mas, segundo a reportagem do Refinery29, é praticamente impossível discernir esses materiais do couro de vacas ou porcos (especialmente se o material estiver sem etiqueta ou for falsamente etiquetado).

Foto: PETA
Foto: PETA

“Esses artigos nunca vêm com a etiqueta ‘couro de cão’, de modo que é impossível dizer o quanto tais produtos já possam estar nas prateleiras de lojas ou nos armários de pessoas”, disse a porta-voz do PETA à Refinery29 via email, acrescentando que a indústria de couro da China é extremamente desregulamentada.

Recentemente, o ator Joaquin Phoenix, que é vegano de longa data, gravou um vídeo manifestando-se contra a horrível prática:

“Na cultura americana, os cães são animais amados e fazem parte das famílias. Sendo assim, não faz sentido os cidadãos não levarem seus cães para passear usando uma luva feita de couro de cão, por exemplo”, disse a carta dos senadores.

Medidas preventivas podem levar o CBP a emitir um alerta sobre a situação, segundo o PETA. “O CBP lançou comunicados no passado, alertando aos consumidores quanto aos produtos potencialmente inseguros, e agora uma notificação para que os clientes evitassem comprar inadvertidamente couro de cães e gatos seria uma medida apropriada”, disse a organização (embora a mesma devesse defender uma orientação para que os clientes abrissem mão de qualquer artigo de couro).

A reportagem comenta que, embora os nomes nesta carta representem uma parcela minúscula dos 435 membros do Congresso, esse pode ser o começo de um amplo diálogo a respeito da prática e da ética nebulosa do que se compra e do que se usa, estendendo o caso a uma reflexão sobre o uso de couro de qualquer espécie animal.

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