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Jovem deixa relações internacionais para vender ovos de Páscoa veganos

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Amanda Resek com ovo de páscoa vegano de cookies (Foto: Luciane Resek)
Amanda Resek com ovo de páscoa vegano de cookies (Foto: Luciane Resek)

Com a proximidade da Páscoa, a recém-formada em relações internacionais, Amanda Resek, de Artur Nogueira (SP), decidiu abandonar a profissão para viver um sonho: vender alimentos e ovos de chocolate veganos, que não levam nenhum ingrediente de origem animal.

Em casa, ela produz ovos de Páscoa que usam água no lugar de leite, chocolate amargo, que é livre de lactose na composição e leite condensado vegano, comprado em supermercado e sem origem animal. O valor médio para venda gira em torno dos R$ 35.

“Eu decidi que eu queria trabalhar com isso, fazer comida vegana e mais para frente até abrir um restaurante. Eu me encontrei muito na gastronomia. É uma coisa que eu sempre gostei de fazer”, confessa a jovem.

Amanda também ressalta o lado da divulgação do movimento vegano. “E também tem o lado do ativismo culinário, que é mostrar para as pessoas que é possível ser vegano e comer bem”, conta a confeiteira, que tem 23 anos e não come carne nem ingredientes de origem animal desde os 16 por amor aos animais.

Estágio foi decisivo

A dúvida de atuar ou não na profissão para qual se formou veio após um estágio na área.”O curso é mais para as áreas de economia e administração. Não tem nada a ver com a minha formação. Para você trabalhar diretamente com relações internacionais, teria que trabalhar em algum órgão do governo ou na ONU”, explica a confeiteira sobre a distância entre atuar em relações internacionais e a realidade nas empresas.

Amanda conta que ainda está aperfeiçoando o talento na gastronomia, mas explica que não é difícil fazer os doces sem ingredientes de origem animal.

“Para mim foi muito mais fácil porque eu já aprendi a cozinhar comida vegana. Quando as pessoas tem que mudar os ingredientes é um pouco mais difícil”, afirma.

Preço é equivalente

A jovem também explica que alguns ingredientes veganos podem ser um pouco mais caros, mas a ausência de leite, ou manteiga, por exemplo, diminui o preço no final das contas.

“Costuma sair quase o mesmo preço, porque, por exemplo, quando eu faço bolo a massa é mais em conta, porque usa água, mas por outro lado a cobertura, que é de leite condensado vegano, é cara”, diz.

Namoro vegano

Por conta da experiência com esse tipo de alimentação, a jovem conseguiu até levar o namorado para o meio. “A gente namora há dois anos e ele comia carne e nem sabia o que era veganismo antes de me conhecer. Aí ele foi experimentando, gostando, hoje ele é vegetariano e já está tentando virar vegano”, se diverte.

E a família?

Mas levou um pouco mais de tempo até a família entender a opção. “Meu pai, quando eu virei vegetariana, até achou legal. Mas quando eu virei vegana ele não gostou muito não, até me levou no médico para ver se estava tudo certo, mas hoje ele adora, ele é o meu maior entusiasta. O que eu acho legal é que hoje ele fala para as pessoas que dá para fazer bastante coisa”, conta.

Opção mais saudável

De acordo com Amanda, que é adepta à causa pelos animais, há simpatizantes desse tipo de alimentação que inclusive comem carne e ingredientes de origem animal.

“A demanda é muito grande de pessoas que não são vegetarianas nem veganas, mas querem comer uma coisa mais saudável, mais natural (…). Eu acho que as pessoas estão tendo mais interesse e ao mesmo tempo é um nicho de mercado que não é muito explorado”, explica.

A nutricionista Ana Ceregatti, de Campinas (SP), também não come nada de origem animal e afirma que é possível escolher ovos de Páscoa mais saudáveis, ainda que não sejam veganos. Para isso, os consumidores devem se atentar, primeiramente, ao chocolate usado na receita.

“O chocolate ideal tem apenas três ingredientes: cacau, manteiga de cacau e açúcar. A massa de cacau tem que estar entre os primeiros na lista de ingredientes porque ela é a parte principal do chocolate e deve ter em bastante quantidade, sendo um indicativo de que o produto é de qualidade. A gordura trans, ou vegetal hidrogenada, é um ingrediente que você não quer no seu chocolate. Se ela aparecer no produto que você escolheu, repense sua escolha”, explica.

Quanto mais cacau, melhor

Ana afirma ainda que quanto mais cacau tiver o chocolate, mais benefícios ele tem, como por exemplo, as propriedades antioxidantes, que ajudam a prevenir e tratar doenças. Além disso, pode ajudar a moderar o consumo.

“Quanto mais massa de cacau, mais amargo o sabor, o que acaba deixando as pessoas comedidas na hora de comer (…). Se um toque especial é desejado, castanhas e nozes são uma boa opção, uma vez que são nutritivas e saborosas”, comenta.

Para Amanda, que usa o chocolate sem adição de leite, o novo negócio pretende ser uma opção mais saudável e deve agradar os consumidores não contemplados pelos doces comuns.

“Eu acho que é mais saudável no geral. Os ovos em específico podem ser uma boa opção pra quem é intolerante à lactose por exemplo (…). A princípio as pessoas falam: como você vai fazer um bolo, por exemplo, sem ovo e sem leite? E aí você mostra que dá certo”, completa.

Fonte: G1

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