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Crescimento de tráfico de marfim online preocupa autoridades e ativistas

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Por Danny Lee/South China Morning Post (Tradução: Bruna Oliveira/ Agência de Notícias de Direitos Animais)

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Funcionário da alfândega exibe peças de marfim apreendidas no aeroporto internacional de Hong Kong. Foto: EPA

Leis mais rígidas sobre o comércio de vida selvagem não impedindo traficantes de agirem na China – pelo contrário, eles estão cada vez mais criativos. Ativistas do país agora temem que o comércio ilegal se intensifique na Internet, e esse é um dos temas que serão abordados durante encontro em Hong Kong para tratar de assuntos referentes à proteção de animais em extinção.

A ONG WildAid de Hong Kong forneceu dois exemplos do que tem ocorrido no mundo online – um usuário do Facebook que tentava vender presas de elefante em Hong Kong, e outro indivíduo oferecendo troca de peças de marfim na plataforma de mensagens chinesa WeChat.

“Comprar marfim online ou em uma loja física tem o mesmo efeito devastador: as taxas de caça furtiva altíssimas e o colapso catastrófico das populações de elefantes africanos”, disse Alex Hoffoer, gerente de campanha da WildAid.

Um relatório divulgado na última quinta-feira pela WWF mostrou um rápido aumento na compra e venda de marfim em plataformas online na Ásia.

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Uma presa de elefante e bijuterias feitas de marfim são vistas à venda em uma loja em Hollywood Road, no centro de Hong Kong. Foto: EPA

O relatório apontou que a atividade reforçou uma tendência para a negociação em redes sociais como o Facebook, WeChat e QQ, um outro serviço de mensagens do continente.

Cheryl Lo, diretora sênior de crime ambiental da WWF Hong Kong, disse que o comércio online se tornou um “problema sistêmico” no continente.

“Uma vez que as leis são restritas, então o comércio ilegal foi para plataformas como o WeChat, onde as comunicações são mais difíceis de serem rastreadas”, disse ela. “É algo que temos que ficar de olho em Hong Kong.”

O relatório apresentou ainda que em apenas um mês durante no último ano, milhares de produtos de marfim, 77 chifres de rinocerontes inteiros e um grande número de aves ameaçadas de extinção foram anunciados para venda via QQ e WeChat.

Em resposta ao relatório de tráfego, o Facebook disse que está empenhado em colaborar com organizações de conservação da vida animal para acabar com o comércio ilegal.

Enquanto isso, o Departamento de Conservação da Pesca e Agricultura disse que a atividade online caiu nas graças dos traficantes por conta da importação, exportação e venda interna de marfim de elefantes.

“O mecanismo de regulação também é aplicável ao comércio de espécies ameaçadas de extinção na internet e mídias sociais”, informou.

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Ativista pede pelo fim da venda de marfim em Hong Kong. Foto: Alex Hofford

Hong Kong será sede de uma reunião de cúpula de especialistas em conservação, diplomatas e representantes do governo local e estrangeiro para discutir como resolver o problema da mudança de demanda e comércio de espécies selvagens ameaçadas de extinção.

Representantes locais incluem o governo, as organizações Ocean Park e Kadoorie Farm, além de diplomatas dos consulados alemão e sul-africano.

Representantes do Banco Mundial e dos governo americano e britânic, o US Aid, a Tencent, e especialistas de Singapura, Tailândia e Vietnã também estarão presentes.

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