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Audiência pública de Itapetininga (SP) discute animais em carroças e termina em confusão

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Divulgação

A Câmara de Itapetininga (SP) realizou nesta quinta-feira (25) uma audiência pública com protetores de animais e carroceiros para debater o projeto de lei que proíbe a circulação de carroças pela cidade. Durante o debate, houve discussão entre os protetores de animais, que consideram o transporte crime ambiental, e carroceiros, que defendem a prática.

O projeto, que está em processo de tramitação, cita seis artigos e estabelece critérios para quem exerce atividade com veículos movidos por tração animal. Entre os itens estão a idade mínima de 18 anos para o condutor e o limite de trânsito de 10 quilômetros sem descanso para o animal.

Os protetores dos animais afirmam que os cavalos sofrem maus-tratos. Integrante da ala que defende a proibição, a presidente da ONG Missão Planeta Terra, Eliana Bazolli, explica que os carroceiros seriam beneficiados caso o texto fosse aceito.

“Creio que os carroceiros não conseguiram entender que a nossa campanha é pela inclusão social deles mesmos. Como falei na audiência, eles são trabalhadores excluídos de todos os direitos trabalhistas. O que nós realmente queremos é ajustar a vida deles e dos animais. Penso que, em caso de aprovação do projeto, o poder público deva assumir a responsabilidade pelo serviço que eles executam e, ao mesmo tempo, abrir vagas de trabalho à classe”, aponta.

Do outro lado, o representante dos carroceiros Robson Pelegrineti destaca que a luta dos trabalhadores é para que os órgãos públicos reconheçam a função e forneçam subsídio jurídico à classe. Segundo ele, os carroceiros dependem das carroças para ganhar dinheiro.

“Não estamos contra União Internacional Protetora dos Animais. Pelo contrário, nós queremos a participação da União na luta pela fiscalização dos animais. É preciso entender que, no meio do joio, há trigo. Então, nem todos são maus condutores. Nós somos a favor da fiscalização, mas não da proibição. Só queremos que o serviço seja regulamentado para que nós possamos trabalhar em acordo com a lei”, conclui.

Durante a audiência houve debate e confusão entre os carroceiros e os protetores de animais. Porém, nada foi decidido. Ainda não há uma data para a votação do projeto de lei, mas, segundo os vereadores, outras audiências devem ser feitas antes da votação.

Nota da Redação: O “bom” tratamento não justifica o uso e exploração de animais, que nasceram para serem livres e longe de áreas urbanas, onde são submetidos ao estresse e correm risco de se acidentarem entre carros e motos. Além do esforço desnecessário que despõem para puxar carroças, à serviço do homem. Existem soluções ecológicas para o fim do uso de carroças, como a substituição de carroças por carrinhos ou bicicletas adaptadas para transporte. O que resta é a mobilização das prefeituras e os órgãos responsáveis adotarem as medidas para colocarem um fim definitivo na prática de escravidão animal.

Fonte: G1

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