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Radiação causa cegueira em animais selvagens de Chernobyl

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Cientistas usando máscaras examinam e colocam coleira rastreadora em lobo da área de Chernobyl para medir a contaminação radioativa. Animais ainda sofrem efeitos do acidente mesmo após 30 anos. Foto: DambillboardTV
Cientistas usando máscaras examinam e colocam coleira rastreadora em lobo da área de Chernobyl para medir a contaminação radioativa. Animais ainda sofrem efeitos do acidente mesmo após 30 anos. Foto: DambillboardTV

Esse ano marca 30 anos do acidente nuclear de Chernobyl. Vastas quantidades de partículas radioativas se espalharam por imensas áreas da Europa. Essas partículas, mais precisamente conhecidas como “Césio-137”, causaram uma exposição de longo prazo à radiação ionizante em animais e plantas.

Tal exposição crônica tem se mostrado responsável por diminuir a abundância de muitas espécies de animais, não só após o acidente nuclear de Chernobyl como também no caso posterior de Fukushima. Danos causados pela exposição aguda a altas doses de radiação têm sido demonstrados em numerosos estudos de laboratório, porém os efeitos da exposição crônica à baixa radiação na natureza permanecem amplamente desconhecidos.

Agora, novas pesquisas sugerem que a exposição à baixa radiação pode causar danos aos olhos dos animais selvagens. Isso é demonstrado em um estudo internacional liderado pelos pesquisadores Philipp Lehmann e Tapio Mappes, da Universidade de Jyväskylä, na Finlândia, que foi publicado recentemente no jornal Scientific Reports. As informações são do Eurek Alert.

No estudo, altas frequências de catarata foram encontradas nos olhos de animais que tinham vivido em áreas onde os níveis de radiação do solo eram elevados. A frequência da catarata aumentava com a idade nos lobos, assim como acontece com os humanos. Além disso, os efeitos da idade eram intensificados, como resultado da radiação elevada.

Curiosamente, o efeito da radiação foi significativo somente nas fêmeas.

As razões para a diferença entre os gêneros em mamíferos selvagens ainda são hipotéticas. No entanto, o presente estudo sugere que o maior risco de catarata nas fêmeas pode estar associado à reprodução, uma vez que as fêmeas nas quais foi detectada a doença em uma forma mais severa tiveram menos crias. Não se sabe se o menor sucesso reprodutivo foi causado pela catarata ou pela radiação, e isso provavelmente só poderá ser esclarecido a partir de muitos estudos experimentais adicionais.

Entretanto, esses novos resultados fornecem observações sobre as consequências negativas da exposição crônica à baixa radiação nos animais selvagens e em ecossistemas inteiros.

Segundo a reportagem, estudar os efeitos da exposição crônica à radiação em ecossistemas naturais é altamente importante, “na medida em que prepara para novos acidentes nucleares e permite prever as suas consequências, que podem acarretar efeitos generalizados que podem persistir por centenas de anos na natureza”.

Nota da redação: Mais inteligente que entender os efeitos da exposição à radiação após acidentes nucleares é evitar que os mesmos aconteçam novamente, pois parece não haver solução depois que o meio está contaminado e, como sempre, os que mais sofrem com isso são os animais não humanos.

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  1. Não bastassem as calamidades naturais decorrentes de um Planeta em acomodação, humanos criam desgraças tecnológicas com suas parafernálias perigosas e depois não conseguem frear os danos impossíveis de avaliar e muito menos consertar. Animais, como sempre, pagando o pato enquanto pessoas brincam de ser deuses.

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