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Outro golfinho morre no SeaWorld do Texas

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Dart, que faleceu no SeaWorld do Texas no último fim de semana. Foto: SeaWorld
Dart, que faleceu no SeaWorld do Texas no último fim de semana. Foto: SeaWorld

Dart era um golfinho típico do Pacífico, daqueles que têm as laterais do corpo de cor branca, e uma das espécies mais ativas e alegres de um animal que já tem essas qualidades por natureza.

Mas no mês passado, esse golfinho de 12 anos de idade que vivia em cativeiro no SeaWorld de San Antonio esteve doente. E no final de semana passado, ele faleceu.

Dart foi o terceiro mamífero marinho a morrer na filial do SeaWorld do Texas em cerca de seis meses, com a sua morte vindo na rápida sequência dos óbitos da orca Unna, e da beluga (“baleia-branca”) Stella.

A beluga Stella, que morreu no SeaWorld em Novembro. Foto: SeaWorld
A beluga Stella, que morreu no SeaWorld em Novembro. Foto: SeaWorld

Segundo a reportagem, não está ainda inteiramente claro o que causou qualquer uma das mais recentes mortes. Não parece que o parque tenha divulgado os resultados da necrópsia de Stella, que faleceu no dia 14 de Novembro depois de ter sido tratada de problemas gastrointestinais. Em um anúncio no sábado, o parque disse que Unna estava recebendo antibióticos para tratar uma infecção e um fungo, porém era suposto que ela tivesse uma infecção bacteriana sistêmica que por fim ocasionou a sua morte em Dezembro. As informações são do Washington Post e do The Dodo.

Embora o SeaWorld tenha reportado que Dart tinha “problemas relacionados à saúde”, o mesmo não especificou quais seriam esses problemas. Mas Betty, de 37 anos e que era uma das quatro companheiras de Dart, também está doente; o parque afirma que ela está sendo monitorada constantemente por indicações de uma inflamação ou infecção.

A porta-voz do SeaWorld, Becca Bides, disse ao Austin American-Statesman que espera-se que os resultados da necrópsia de Dart sejam disponibilizados em aproximadamente seis meses.

Em um comunicado, o parque anunciou que tem sido “um tempo difícil para a equipe de San Antonio”, reconhecendo que a morte de Dart foi a mais recente de uma série.

Mas a empresa afirma que não há conexões aparentes entre essas mortes, e que os seus veterinários estão conduzindo uma revisão completa de todos os casos, enquanto trabalham no processo de exames pós-mortes.

Apesar disso, as notícias são alarmantes para o SeaWorld – e mostram um cenário preocupante para os animais sobreviventes. Todas as três mortes recentes envolvem animais relativamente jovens: Stella, que nasceu no Sea World em 2013, estava com apenas dois anos quando faleceu, e Unna tinha 18 anos (orcas fêmeas costumam viver até os 50 anos, de acordo com a Administração Atmosférica e Oceânica Nacional. Aos 12, Dart estava com somente cerca de um terço da idade média que os animais de sua espécie normalmente atingem, que é de 36 a 40 anos.

Na verdade, não se trata “apenas de três mortes”, se for considerado que no mês de Julho do ano passado um bebê de beluga também morreu após ter nascido prematuro, no SeaWorld San Antonio. E na filial de Orlando, uma fêmea de golfinho de Commerson chamada Betsy faleceu no mês passado, conforme publicado pela ANDA.

O tratamento aos golfinhos do SeaWorld já vem sendo há algum tempo motivo de questionamento pelo público e por especialistas. Em Agosto do ano passado, a Dra. Heather Rally, veterinária especializada em mamíferos marinhos que trabalha com o PETA, testemunhou algo parecido a lesões infecciosas nas costas de golfinhos do SeaWorld de Orlando, que eram mantidos em uma área na qual visitantes podiam afagá-los e interagir com eles.

“As marcas eram consistentes com uma origem infecciosa…elas não eram normais”, disse ela na ocasião. “Não só esses golfinhos pareciam estar estressados e com a imunidade comprometida, como também estavam expostos a uma quantidade muito grande de bactérias, pois estavam acessíveis a pessoas que não lavavam as suas mãos”.

Com relação às mortes de Unna e Stella, a cientista Naomi Rose, do Animal Welfare Institute, disse ao The Dodo que ela suspeitava que o fator “cativeiro” era passível de responsabilidade pelos óbitos dos animais.

“Uma vez que as empresas têm razões corporativas para insistir que o cativeiro não tem nada a ver com essas mortes e se recusam a conduzir a pesquisa necessária e objetiva para entender verdadeiramente o risco de mortalidade para esses animais, eu sou levada a supor que sim, que o cativeiro tem uma boa parcela de culpabilidade relacionada aos falecimentos”, disse ela.

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