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Pit bull resgatada com 15 kg após 50 dias sem comida se recupera em MT

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Imagem mostra o antes e depois de Teka, quando foi resgatada com 15 kg e depois com 40 kg (Foto: Cinthia Fernandes/ ONG Anjos Peludos)
Imagem mostra o antes e depois de Teka, quando foi resgatada com 15 kg e depois com 40 kg (Foto: Cinthia Fernandes/ ONG Anjos Peludos)

Uma cadela da raça pit bull sobreviveu cerca de 50 dias sem água e comida em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, segundo a ONG Anjos Peludos Cuiabá, que resgatou o animal em novembro do ano passado e o levou para o abrigo da entidade. Teka, como é chamada, foi deixada amarrada em uma mangueira após o fechamento de um restaurante onde ela vivia.

Pouco mais de dois meses do resgate, a cadela se transformou. À época, pesava 15 kg e agora está com 40 kg. “Ela estava em estado grave e não tinha forças nem para latir. Estava sem nenhum pelo e com os ossos à mostra”, contou a coordenadora da ONG, Cinthia Fernandes.

O tutor deixou o animal amarrado em um matagal, no Bairro Pai André, em Várzea Grande. Uma moradora viu o animal e entrou em contato com um policial militar da região, que entrou em contato com a ONG.

“Fiquei muito triste quando vi a Teka naquele estado. Não acreditei que uma pessoa pudesse fazer isso com um cão, a deixando para morrer.

A cadela não conseguia latir, não conseguia se defender e quase não conseguia se levantar”, disse a coordenadora da Organização Não Governamental, cujo abrigo fica no Bairro Pedra 90, em Cuiabá.

Durante o tratamento, a ONG gastou R$ 900 com ela. Além dos remédios, teve de se alimentar com uma ração especial, que custa R$ 200 o kg. Teka não deve ser colocada para adoção.

A organização cuida de 10 cachorros adultos e seis filhotes, recebe recursos através de doações. A cadela estava com algumas doenças, no útero, doença do carrapato e problemas renais causados pela falta de ingestão de água.

Segundo o sargento Juarez Vidal, que recebeu a denúncia e ajudou no resgate, o tutor da cadela era de um restaurante no bairro Pai André que foi fechado. Após o fechamento, ele a abandonou.

“Demoramos horas para encontrá-la, pois tinha muitas mangueiras. Quando a vi, ela tentou morder a minha mão, mas não tinha força nenhuma. Me impressionei com o abandono de um pit bull, um cão de raça. Procurei o responsável pela cadela para tentar prendê-lo por maus-tratos. Me disseram que era um bêbado”, contou o policial.

A veterinária que atendeu Teka, Sarah Nunes Zecchi, disse que ela estava desnutrida e com sarna. “Ela é muito guerreira por sobreviver”, avaliou.

Uma pessoa que abandona, explora ou aprisiona um animal em casa pode ser processada e perder a guarda do animal. A Lei 9.605 de 1998 de proteção aos animais é federal e, de acordo com o artigo 32, abuso, maus-tratos e mutilação em animais silvestres, domésticos, nativos ou exóticos pode gerar pena de três meses a um ano de prisão.

Fonte: G1

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