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Chimpanzés são abandonados em ilhas desertas por centro de pesquisa

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Redação ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Foto: Divulgação/Care2
Foto: Divulgação/Care2

Nos últimos meses, a fome foi substituída por contentamento para dezenas de chimpanzés sobreviventes de Vilab II, na Libéria. O centro de pesquisa foi criado há 30 anos para desenvolver vacinas contra hepatite B e C, um projeto do New York Blood Center (NYBC) e do Instituto de Pesquisa Biomédica Liberiano (LIBR). Para isso, foi construído um centro de pesquisa que explorava chimpanzés como cobaias não-humanos.

Quando os chimpanzés não eram mais necessários, os pesquisadores os libertaram. Alguns foram enviados para países próximos e outros realocados em seis ilhas nos rios Farmington e Little Bassa, na Libéria. Entretanto, essas ilhas não tinham habitat natural, nem fonte de alimentação ou de água doce.

Na época, o NYBC anunciou publicamente a sua intenção de oferecer aposentadoria permanente para os chimpanzés, incluindo o financiamento de seus cuidados para o resto de suas vidas. Durante cerca de 10 anos de após a pesquisa, NYBC declarou publicamente que eles estavam cuidando dos chimpanzés, mas investigações sugerem que os chimpanzés foram abandonado nas ilhas, recebendo comida e água apenas como duas ou três vezes por semana, segundo o Care2.

Foto: Divulgação/Care2
Foto: Divulgação/Care2

Passando fome em segredo

Foi só em março, quando o laboratório anunciou a decisão de acabar completamente com o financiamento, que as agências de proteção animal descobriram a profundidade da negligência que tinha ocorrido em segredo por tantos anos.

“Havia um alto nível de estresse e ansiedade entre os chimpanzés”, afirmou Jenny Desmond, diretora do grupo recém-formado Liberia Chimpanzee Rescue. “Os chimpanzés não eram alimentados regularmente, apenas quando os alimentos eram disponibilizados, a equipe estava no local e barco estava funcionando corretamente. Brigas, roubo de alimentos, apedrejamentos e medo eram predominantes em quase todas as ilhas”, explica.

Desmond detalha a história sórdida que os chimpanzés suportaram. Ela aponta não só para o descaso sofrido pelos animais depois que eles foram colocados nas ilhas, mas também para o sofrimento que eles suportaram como cobaias. Alguns chimpanzés foram anestesiados centenas de vezes. Não era incomum para que eles tivessem dezenas de biópsias hepáticas dolorosas. Muitas fêmeas adultas observavam seus filhos morrerem no programa. Eles eram prisioneiros.

Em recuperação

Em apenas alguns meses de cuidado, os chimpanzés têm mostrado sinais de recuperação do corpo e da mente.

“Agora, muitos chimpanzés continuam suas atividades atuais, como subir em árvores, quando o barco se aproxima”, contou Desmond. “Os alimentos podem ser escolhidos, o compartilhamento de itens ocorre e alguns indivíduos esperam até que o barco recue para buscar a comida.”

Com o auxílio da Humane Society dos Estados Unidos, a Liberia Chimpanzee Rescue (LCR) tem prestado toda a assistência financeira, cobrindo os custos operacionais, salários, alimentação e cuidados.

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Foto: Divulgação/Care2

*É permitida a reprodução total ou parcial desta matéria desde que citada a fonte ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais com o link. Assim você valoriza o trabalho da equipe ANDA formada por jornalistas e profissionais de diversas áreas engajados na causa animal e contribui para um mundo melhor e mais justo.

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  1. Animais de qualquer espécie deveriam ser tratados com o mesmo amor e desvelo com que tratamos nossos filhos; não os deixamos passar fome e balsamizamos seus machucados, enxugando suas lágrimas quando caem e os fazemos viver acreditando na felicidade que eles podem construir com as próprias mãos. Quando criamos infernos para os animais sob a alegação de contribuírem para que a Ciência salve nossos filhos, escolhemos arbitrariamente que uma espécie é mais importante do que outra, que uma pode sofrer e outra não pode, que uma podemos até mesmo matar e pela outra somos capazes de dar a própria vida. Quem estabeleceu esta diferença é a espécie que ainda não é superior, mas que se considera. Não é Deus, mas “se acha” quando se interpõe, abusivamente, entre Ele e toda a Sua Criação destruindo o que Ele prefere, íntegro, são, perfeito, feliz e belo assim como queremos sejam os nossos filhos.

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