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Vítima de maus-tratos, pit bull supera traumas com apoio de cadela

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Durante a recuperação, Hércules encontrou conforto e afeto na amiga Amora (Foto: Carlos Dias/G1)
Durante a recuperação, Hércules encontrou conforto e afeto na amiga Amora (Foto: Carlos Dias/G1)

Abandonado, com machucados e quase morrendo. Foi nestas condições que a cabeleireira Bruna Chaves de Almeida Yungh encontrou um pit bull em uma estrada localizada próxima a Sorocaba (SP). Quando se deparou com o cão, a jovem parou o carro e abriu a porta para aquele que viraria o mais novo membro da família. “Entrou no carro como se fosse convidado”, conta Bruna, que decidiu dar ao animal uma vida melhor, longe dos maus-tratos.

Atutora se comoveu com a situação do animal, batizado de Hércules, e desconfia que ele tenha sido vítima de “rinhas”, exercendo a função do cão que apanha dos outros mais fortes. O sofrimento deixou marcas pelo corpo todo do animal. “Isso é nítido. Quando outro cachorro chega perto, ele treme e não sai do lugar. Acredito que a sarna o salvou, pois, quando um cão pega essa doença, é mais barato ‘descartar’ do que tratar”, explica.

Após ter sido socorrido, a luta de Hércules passou a ser pela recuperação. De acordo com Bruna, a doença havia tomado praticamente todo o corpo do animal, deixando aparentes as costelas e as feridas. “O tratamento foi intenso com xampu especial e vários remédios durante um ano. Tudo em um investimento de aproximadamente R$ 2 mil”, lembra. Na época, tudo era acompanhado por veterinários a cada 15 dias.

Afeto e amizade

Mesmo apresentando evolução nos machucados da pele, os medicamentos não conseguiam apagar os traumas causados pela violência. Neste momento, foram essenciais não só o carinho dos novos tutores, mas também o apoio de uma nova amiga: a pastor-alemão Amora. “Ela praticamente ensinou ele a sair na rua. Quando eu tentava levar o Hércules para passear, ele travava. Já quando iam os dois, parece que ele se sentia mais seguro e eles andavam juntos”, comenta a tutora.

Tratamento da doença exigiu remédios e xampu especial (Foto: Arquivo pessoal/Bruna Almeida)
Tratamento da doença exigiu remédios e xampu especial (Foto: Arquivo pessoal/Bruna Almeida)

De acordo com Bruna, Amora, um pastor-alemão fêmea, aprendeu desde filhote a ‘psicologia canina’, uma forma de adestrar o animal por meio da disciplina, exercício e afeto. “O resultado é uma cachorra equilibrada e uma ótima amiga”, explica Bruna.

Luta contra o preconceito

A escolha do nome Hércules, segundo a tutora, não é só por ele ser forte, mas também por enfrentar a cada dia uma batalha contra o preconceito em relação à raça. “Costumo dizer que ele tem marcas de guerra, não de maus-tratos. Durante um passeio, um menino olhou para ele e disse: ‘Mãe, esse é o cachorro que mata gente?’. Isso é comum, mas triste de ouvir. Ainda mais ele, que é dócil”, esclarece. Situação que a mãe de Bruna, Neuza Teixeira Almeida, também cabeleira, aprendeu a superar com o tempo e convívio com Hércules.

Acostumado com o movimento no comércio e conhecido pelos clientes do salão de beleza, o Pit bull acumula amigos e fãs de sua história. “Eles chegam no portão e brincam jogando uma bolinha, que é a vida dele. A rotina do Hércules se resume a correr atrás dela. Mas nem sempre foi assim, pois antes eu tinha pavor. Agora peguei amor ao meu bebezão”, finaliza Neuza.

Fonte: G1

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  1. PARABENS PELO CORAÇÃO GENEROSO DESSA MOÇA EM ACOLHER ESSE PITT TÃO JUDIADO POR HUMANOS INSENSÍVEIS.
    ESPERO QUE MAIS PITTS ENCONTREM BRUNAS NESSE MUNDO.
    TUDO DE BOM PARA AMBOS.

  2. O amor tudo cura e tudo pode fazer. Parabéns, Bruna! Pela compaixão, pela mente saudável, conhecimento, coragem, AMOR e AÇÃO. Vida longa, saudável e muito feliz à todos vcs.

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