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Grupo cria 'Big Brother' felino para viabilizar adoção de gatos abandonados

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(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

Há um mês, Pistache, Princess, Cherry, Frajolinha e outros 22 gatos dividem um espaço de 60 m² cercados de câmeras por todos os lados. Cada ronronar, espreguiçada e salto é transmitido ao vivo para os entusisatas de um projeto que está sendo chamado de “Big RonRon Brasil”. A ideia é mostrar o dia a dia de animais resgatados por uma organização de Florianópolis e, assim, viabilizar a adoção deles.

As quatro câmeras, que ficam nos dois espaços internos e na área externa do imóvel, foram doadas por uma empresa de monitoramento e são a realização de um sonho antigo de Carolina Demazi, de 29 anos, idealizadora do projeto. Além dos 26 gatos resgatados em Santa Catarina em situação de doença ou maus-tratos, ela abriga em sua casa outros 19 “ronrons” de sua família e um cachorro, que ficam em um ambiente separado.

Quem vê Carolina tão cuidadosa com os gatinhos – ela até largou o emprego de gerente de um estúdio fotográfico para se dedicar aos gatos – não imagina que, até 2006, ela morria de medo deles. Foi depois que sua mãe resgatou Nina, hoje uma “senhora” de 15 anos, que a paixão começou.

Medo de gatos
“Eu tinha muito medo. Cheguei a ficar um ano sem ir à casa da minha mãe por causa dela. Com o tempo, a Nina foi me mostrando que os gatos são independentes, sim, mas traiçoeiros, nunca”.

Desde então foram vários gatos abandonados. Com o tempo, Carolina convenceu os familiares a venderem seus imóveis para comprarem a casa que abriga o projeto no centro de Florianópolis, onde Carolina hoje vive com a mãe e os avós – e todos os animais.

O projeto “Adote um Ronrom”, que além de resgatar, dá tratamento e viabiliza a doação dos animais, sobrevive de doações e tem dezenas de voluntários desde 2013. No final do ano, Carolina abre a casa para hospedagens particulares. Além da renda extra para o projeto, ela afirma que é mais uma ajuda na adoção. Isso porque o período pode funcionar como um “teste” de compatibilidade entre o gatinho hóspede e o que está disponível para adoção.

A transmissão online promete aproximar as pessoas da causa e mostrar a realidade da proteção animal, que requer muito mais trabalho do que se pode imaginar. “Adotei um gatinho por meio do projeto. Mesmo não podendo levar todos para casa, agora posso acompanhar pelas câmeras”, conta Luiza, colaboradora.

“Esperamos que ajude a criar laços com os gatos e a estimular as adoções, e também que mais empresas se sensibilizem e se tornem parceiras do projeto”, acredita Carolina.

Para ter acesso às imagens transmitidas ao vivo, é necessário enviar um e-mail para ronromaovivo@gmail.com. Carolina explica que o usuário não paga nada pela transmissão, mas esse controle é necessário porque o sistema comporta um número limitado de usuáros simultâneos.

Tratamento
Todos os felinos resgatados passam por uma série exames veterinários e são abrigados na sede do projeto ou devolvidos aos seus locais de origem. Além disso, os animais são castrados, fermifugados e vacinados, sempre de acordo com a necessidade individual de cada um.

Já no processo de adoção, os voluntários fazem uma triagem para selecionar cuidadosamente um candidato adotante. Para isso, é necessário atender a uma série de requisitos. Todos os animais adotados são acompanhados pelo projeto para que seja possível monitorar se a adoção é de fato responsável.

Fonte: 180graus

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