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Cachorro que teve o pênis decepado ainda corre risco

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Lidiana sempre alimentava o cachorro. Agora, ela vai criá-lo em sua casa. Foto: Lidiane Araújo/ Cortesia
Lidiana sempre alimentava o cachorro. Agora, ela vai criá-lo em sua casa. Foto: Lidiane Araújo/ Cortesia

Crueldade de um lado, amor do outro. A vida do cachorro Tobe, que passava seus dias pelas ruas da Cohab, no Cabo de Santo Agostinho, esteve por um fio depois que seu pênis foi decepado na tarde da quarta-feira. Mas a covardia desse ato foi ofuscada pela solidariedade da comerciária Lidiane Araújo, 32 anos, que socorreu o animal e deu a ele uma segunda chance. Agora, ela precisa de ajuda para custear as despesas que o tratamento do cachorro requer.

Tobe foi operado ontem, na Hospital Veterinário da Universidade Federal Rural de Pernambuco (URFPE), no Recife. O procedimento durou cerca de duas horas e não foi possível reconstruir o órgão. As funções urinárias de Tobe, no entanto, foram restabelecidas.

Após resgatar o cachorro, Lidiana entrou em contato com a veterinária Maria Cristina Coelho para marcar a cirurgia. “O cão sempre aparecia no meu trabalho. Na quarta-feira, eu dei comida a ele, perto da hora do almoço. Meia hora depois ele apareceu sangrando muito e chorando também”, conta Lidiana, que mora no Cabo de Santo Agostinho. A nova tutora de Tobe acrescenta que ainda visitou um veterinário do bairro, que prestou os primeiros socorros, antes de levar o cachorro para fazer a operação no hospital.

A cirurgia, realizada pelo veterinário Adriano Machado, foi considerada um sucesso e o cachorro recebeu alta ontem mesmo. Tobe ainda precisará ficar em observação em casa, por 15 dias, para garantir que o orifício por ele poderá urinar cicatrizará sem obstruções. Durante o procedimento, o cachorro ainda foi castrado para impedir o animal sinta necessidade de cruzar.

Segundo o veterinário, Tobe perdeu muito sangue a ainda corre risco devido ao déficit de nutrientes. Em função disso, o cachorro precisará realizar uma transfusão com urgência, hoje, e também tomará remédios para cuidar da cicatriz. Cada bolsa de sangue custa, em média, R$ 450.

Campanha

Lidiana Araújo afirma que, apesar de ter adotado o cão, não tem condições de bancar o tratamento veterinário dele sozinha. Para custear a continuidade desses cuidados, defensores dos animais estão se cotizando e fazendo uma campanha pelas redes sociais. As doações estão sendo feitas em nome de Lidiana Araújo Santos.

Fonte: Diário de Pernambuco

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