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Guarda Ambiental encontra golfinho morto em Cabo Frio (RJ)

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Animal será levado pelo CTA Ambiental, em Cabo Frio, para análise das causas de sua morte
Animal será levado pelo CTA Ambiental, em Cabo Frio, para análise das causas de sua morte

Na tarde da última terça-feira (20), um golfinho da espécie toninha (Pontoporia blainvillei) foi encontrado morto na areia da Praia do Barreto. O mamífero estava em um trecho situado nos fundos de uma das bases da Guarda Ambiental.

Segundo o órgão, que é vinculado à secretaria de Ordem Pública, o Centro de Triagem de Animais (CTA Meio Ambiente) foi acionado. O golfinho será encaminhado para análise. “Nós demos uma olhada e percebemos várias marcas no seu corpo que, aparentemente, são de rede de pesca. Acredito que o animal ficou preso e morreu afogado. Mas isso são só hipóteses. O caso será averiguado pelos especialistas do CTA, que vão nos dar uma resposta. Além das toninhas, as tartarugas também são vítimas do mesmo problema”, explica o comandante da Guarda Ambiental, Madson Nazareno.

De acordo com especialistas, a exposição de redes de pesca pelo litoral brasileiro coloca em risco a vida da toninha, já que ela fica presa à rede, sem conseguir respirar, levando ao óbito. Como não tem valor comercial, ela é geralmente descartada pelos pescadores.

“Essa espécie é comum no nosso litoral, e de uns tempos para cá tínhamos notado uma redução de casos de morte desses animais. Entretanto, observamos a existência de redes de pesca nas áreas entre a faixa de areia e uns 200 metros da costa, onde é o seu habitat. Somente em 2015, esse já é o segundo caso registrado no trecho entre o Lagomar e o Centro”, ressalta Madson.

Vale destacar que esse animal está na lista de espécies ameaçadas de extinção divulgadas pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio). Ela é dividida em três categorias: Criticamente em Perigo (CR), Em Perigo (EN) e Vulnerável (VU).

No caso da toninha, ela se enquadra na categoria “criticamente em perigo”. Essas espécies são encontradas em algumas áreas e a destruição dessas áreas coloca em risco a existência desses animais. Entra nessa lista também a tartaruga-de-pente, também comum no litoral macaense.

Entre as maiores causas de morte entre animais marinhos no país estão: 28% devido à expansão urbana; 72% captura; 54% poluição; 39% transporte; 36% espécies invasoras e 21% turismo desordenado.

De acordo com o ICMBio, no caso das toninhas, elas correm o risco de sumir devido “aos altos níveis de capturas acidentais e à degradação do hábitat. A principal ameaça é a pesca de emalhe e de arrasto, tanto artesanal como industrial. Essa pesca não cessou e está crescendo sem controle, não havendo expectativa de que cesse dentro da área de ocorrência da espécie. Por ser uma espécie costeira, também sofre com a diminuição da qualidade de habitat, principalmente por poluição. Modelagens e análises quantitativas, realizadas em 2002, indicaram que ela pode atingir o “quase colapso”, chegando a 10% do tamanho populacional original, em média, em 2025″.

Fonte: O Debate On

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