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Mais 26 elefantes são mortos por envenenamento no Zimbabue

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(da Redação)

Foto: Associated Press
Os corpos estavam desmembrados. Muitos eram jovens demais para terem presas. Foto: Associated Press

Guardas do Parque Nacional Hwange, no Zimbabue, descobriram as carcaças de 26 elefantes em dois locais, mortos por envenenamento com cianureto, após 14 outros elefantes terem sido encontrados mortos na semana passada, conforme publicado pela ANDA.

Segundo o Seattle Times, a porta voz do Parque, Caroline Washaya Moyo, disse que foram recuperadas 14 presas, de alguns desses elefantes. Ela informou que 16 corpos foram encontrados em uma área conhecida como Lupande, e outros dez em Chakabvi.

Segundo a reportagem, ninguém foi preso até então, e investigações estão em andamento. Os guardas recuperaram um quilo de cianureto e estão aumentando as patrulhas no parque, disse Caroline. A substância é amplamente usada na indústria de mineração do Zimbabue e é fácil de ser obtida.

Os caçadores provavelmente se sentiram ameaçados pela presença de guardas em patrulha, motivo pelo qual algumas presas foram encontradas – porém eles teriam conseguido, ainda assim, levar sete presas. Os corpos dos animais estavam desmembrados, e vários deles eram muito jovens para terem presas.

O envenenamento de elefantes por cianureto tem se tornado um grande problema aqui e nós estamos lutando para contê-lo”, disse Trevor Lane, fundador da organização Bhejani Trust e conservacionista da vida selvagem, ao Associated Press.

Na semana passada, a agência que administra os parques divulgou que catorze elefantes haviam sido envenenados em três incidentes separados. Em 2013,  cerca de 300 elefantes morreram no mesmo parque após caçadores terem colocado armadilhas de cianureto.

Na segunda-feira (12), a Ministra de Meio Ambiente, Águas e Clima Oppah Muchinguri atribuiu o aumento das mortes de elefantes a uma proibição de caça a troféus no Zimbabue imposta pelos Estados Unidos.

“Toda esta caça acontece por causa das políticas americanas, que estão proibindo a caça ‘esportiva’ (sic). Um elefante custa 120.000 dólares na caça esportiva, mas um turista paga apenas 10 dólares para ver o mesmo elefante”, disse ela, acrescentando que “mais dinheiro da caça seria crucial nos esforços de preservação”.

Nota da Redação: O discurso da Ministra deixa claro que o governo do Zimbabue considera os elefantes como coisas, objetos geradores de lucros. A ANDA repudia tal posição, que contradiz todos os esforços que têm sido anunciados e implementados em todo o mundo para tentar salvar essa espécie da extinção.

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  1. Quer dizer que 300 elefantes são mortos sob o nariz dese pobre país e ninguém viu nem fez nada?Há alguma coisa podre por aí e não são só os elefantes que morreram.

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