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Morrem filhotes de gambá que tiveram mãe assassinada

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Por Fátima ChuEcco (da Redação)

Foto: Ilustração / Reprodução Internet
Foto: Ilustração / Reprodução Internet

Na semana passada uma gambá-de-orelha-preta foi brutalmente assassinada a pauladas pelos moradores de um condomínio em Osasco (SP). Antes de morrer, porém, ela protegeu com todas as suas forças oito filhotes que se mantiveram intactos dentro de sua “bolsa” ou marsúpio (local onde marsupiais carregam a cria por meses até completarem seu desenvolvimento). Enquanto apanhava de forma brutal ela se posicionou de bruços para salvar os filhotes e, resgatada ainda viva, na manhã seguinte, continuou protegendo os filhotes com o corpo, mantendo-os aquecidos e alimentados, até vir a óbito.

Socorrida no dia 29, ela faleceu no dia 30 e a Polícia Militar Ambiental foi acionada para resgate dos filhotes que continuavam vivos. No dia 1º de outubro os gambás foram entregues no Parque Ecológico Tietê onde receberam, no CRAS – Centro de Recuperação de Animais Silvestres, leite e estiveram mantidos na temperatura adequada para seu conforto. No entanto, os filhotes foram morrendo aos poucos desde então. O último deles resistiu até o dia 5 de outubro.

O CRAS informou que os filhotes estavam no primeiro estágio de desenvolvimento dentro da “bolsa” da mãe. Eles tinham completado apenas 1/3 do desenvolvimento e nesse período, segundo o CRAS, é praticamente impossível salvar os filhotes. Do segundo estágio em diante há mais chances de sobrevivência. A Polícia Militar Ambiental de SP informa que nessa época do ano é comum ocorrências com gambás órfãos. As mães são atropeladas ou mortas ao invadirem locais privados. O gambá é inofensivo. A fêmea sequer exala aquele odor forte utilizado como defesa (presente apenas nos machos) e pode ser confundida com ratazana provocando ataques brutais como o ocorrido em Osasco.

Foto: Ilustração / Reprodução Internet
Foto: Ilustração / Reprodução Internet

Os gambás são do mesmo grupo que cangurus e coalas. Estão presentes em boa parte do Brasil e em especial no que sobrou da Mata Atlântica e regiões de Restinga. Possuem hábitos noturnos saindo para se alimentar, especialmente de insetos, pequenos roedores e frutos, somente quando escurece. Com a perda do habitat natural, os gambás ficam muitos próximos das cidades e acabam adentrando em casas e prédios em busca de comida. Mas vale ressaltar que matar esses animais é crime ambiental. Não podem ser caçados, envenenados ou sofrer maus-tratos. A orientação da Polícia Ambiental é conter o animal num recinto (se isso for possível) até a chegada de agentes de um Órgão competente ou acionar o resgate pelo número 5085-2100.

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  1. Ah ok, e vai ficar por isso mesmo? A polícia não vai fazer nada? É crime matar animais, principalmente silvestre! Vergonha do Brasil onde nem 1% da lei é cumprida!

  2. Gente, pelo amor de Deus, não vai acontecer nada com os fdp que mataram a mãezinha? Pessoal, façam alguma coisa, protestem, ninguém fez B.O contra os asnos que mataram?

  3. Muitos triste a capacidade do ser humano mediante aos animais tão em defesos que não fazem mal algum, muito triste pois os filhotes não ter sobrevivido ao ataque brutal de certos seres humanos pois para mim quem fez não tem nem amor próprio
    .

  4. Eu acho que os imbecis que fizeram essa maldade deveriam ir presos, pagar multa e ainda ter que cumprir alguma pena sócio-educacional cuidando (sob supervisão) de animais em algum abrigo para aprender a lição.
    Gente ignorante é uma droga!

  5. Sempre aparecem na minha casa e faço o possível para não incomodá-los. Algumas vezes deixei banana no muro para eles se alimentarem. São muito assustados e nunca fizeram nada de mal. Quem fez isso é violento e ignorante.

  6. Mas também não adianta nada acionarmos o resgate e não fazerem nada. Perto da minha Faculdade em Praia Grande é comum encontrar Gambás ou Saruês como são chamados, mas como noturnos e saem em busca de comida as vezes podemos ver eles passarem na rua. Uma vez liguei para o resgate pois achei um PORCO ESPINHO caminhando em direção a uma avenida movimentada, liguei para o resgate e o atendente praticamente me chamou de louca por dizer que não era um Saruê, mas ainda afirmei que mesmo que fosse ele deveria aparecer pois o animal estava a caminho de uma Rua movimentada e poderia ser atropelado, a resposta foi. “Não se preocupe ele voltará para o seu Habitat” Tive que ficar o seguindo e tentando espantá-lo para o lado oposto de seu trajeto. Só espero que nesse caso de Osasco façam algo.

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