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Ativistas ganham ação que permite protestos no Seaquarium

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Foto: Animal Activists Network
Foto: Animal Activists Network

Durante um protesto na frente do Miami Seaquarium no último verão, um policial de Miami-Dade prendeu o ativista Steven Bagenski por segurar um cartaz escrito “Liberte Lolita” em um passeio público. Por acreditar que seus direitos estavam sendo cerceados, Bagenski, junto com outros ativistas, ajuizou uma ação contra a polícia com a ajuda da American Civil Liberties Union da Flórida (ACLU).

Na segunda-feira (21), eles tiveram uma vitória para o movimento “Liberte Lolita”. A polícia concordou em deixar que os manifestantes usem o passeio público fora do parque marinho, além de permitir que os ativistas conversem com o público e distribuam panfletos, sem medo de serem presos.

“Estamos satisfeitos que as autoridades policiais e municipais concordaram em respeitar os direitos da Primeira Emenda de todos no Seaquarium”, disse Goel Shalini Agarwal, advogado da ACLU da Flórida. “A polícia não deveria impedir que pessoas defendendo seus pontos de vista conversem com seus concidadãos em um lugar público. Este acordo garante que isso não aconteça novamente próximo ao Seaquarium.”

De acordo com a denúncia inicial, o Seaquarium contratou policiais fora do serviço para controlar os ativistas de direitos animais durante os protestos, que exigem a libertação de Lolita, uma orca que tem sido mantida em cativeiro por mais de quatro décadas. A polícia criou “zonas vermelhas” na calçada pública perto da entrada do parque marinho onde proibia protestos.

Oficiais ameaçaram prender qualquer ativistas que distribuíssem folhetos dentro ou fora da zona vermelha. Os policiais também não permitiam que os ativistas falem com potenciais clientes do parque marinho. Isso levou a alguns confrontos feios entre a polícia e os manifestantes, como o incidente abaixo em maio.

Jeff Geragi, presidente da Animal Activists Network e um co-autor da ação, diz que o acordo é uma vitória.

“É importante ter liberdade de expressão para que as injustiças possam ser trazidas para a opinião pública”, disse Jeff. “É nisto que este país se baseia e, na minha opinião, esse é um dos direitos mais importantes que temos. Eu encorajo todos a lutarem por aquilo em que acreditam.”

Além de se livrarem da política de zonas vermelhas, o município também teve que pagar 1.330 dólares canadenses a Bagenski para resolver o caso.

“Eu sinto como se uma injustiça esteja finalmente sendo corrigida”, afirmou Bagenski. “Quando eu estava preso por exercer meus direitos, fiquei chocado. Eu estou contente que nós temos agora um acordo que deixa claro que isso é errado. ”

New Times entrou em contato com a Miami Seaquarium, mas pelo processo não ter sido direcionado ao parque, o parque se recusou a comentar.

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