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Neafa cobrava R$ 40 por enterro de animais em cemitério clandestino

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Funcionário do Neafa é suspeito de envenenar cães (Foto: Paula Nunes/G1)
Funcionário do Neafa é suspeito de envenenar
cães (Foto: Paula Nunes/G1)

A Polícia Civil de Alagoas informou, nesta terça-feira (29), que administradores do Núcleo de Educação Ambiental São Francisco de Assis (Neafa), em Maceió, cobravam R$ 40 para enterrar animais em cemitério clandestino da ONG.

A informação foi de testemunhas, que em depoimento à polícia, disseram ainda à polícia que se os funcionários do Neafa denunciassem as mortes induzidas irregulares, eles seriam demitidos.

O envenenamento dos cães do Neafa foi descoberto na manhã do dia 25 de dezembro de 2014. Oito animais morreram no mesmo dia, outros três, no dia seguinte, e o último morreu semanas depois. Ao falar com a reportagem do G1, o advogado dos indiciados, Cláudio Vieira, disse que vai aguardar o pronunciamento da Justiça sobre o caso para só depois apresentar defesa.

No começo do mês, a delegada Talita de Aquino Pereira, do 25º Distrito Policial (25º DP), indiciou dois funcionários e a ONG, representada por dois representantes legais, pelo envenenamento de 30 cães e a morte 12 animais em dezembro do ano passado.

Foram indiciados os administradores Pallova Welmanny Mendes da Costa e Ervivaldo Emídio da Silva, o fundador Ismar Malta Gatto e Davi Nogueira Gatto.

Inquérito

De acordo com as investigações, o Neafa não possui autorização ambiental para manter um cemitério de animais em sua sede e, portanto, violou as normas de proteção ao meio ambiente.

A polícia ainda disse que Pallova, Silva e Malta tinham consciência do delito, assim como os demais funcionários. Ao testemunharem, todos admitiram a existência do cemitério, em área urbanizada e residencial, o que configuraria em crime de perigo abstrato para a saúde pública e o meio ambiente.

A delegada salienta que o crime ocorreu em dezembro de 2014, e foi inicialmente investigado pelo delegado Gustavo Pires, mas os laudos toxicológicos providenciados pela ONG para identificar o tipo de substância utilizada para envenenar os cães só foram entregues à Polícia Civil no mês de julho deste ano.

No inquérito policial que foi encaminhado à Justiça, além do depoimento de funcionários da instituição, e vizinhos do local, consta também a Lei de Crimes Ambientais, onde os maus-tratos contra animais estabelece uma causa que aumenta a pena criminal, caso ocorra morte do animal.

Através da conclusão do inquérito, os documentos sobre os procedimentos realizados foram encaminhados à Justiça, juntamente com as qualificações, depoimentos e interrogatórios dos indiciados, e das testemunhas.

Em fevereiro deste ano, o Ministério Público Estadual (MP-AL) já havia apontado Silva como responsável pelo crime. Na época a assessoria de comunicação do Neafa negou que o funcionário estivesse envolvido.

Fonte: G1

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