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Vegetarianismo muito além da alimentação

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Mônika Barbosa abandonou o emprego para se dedicar à culinária vegana. Foto: Arthur de Souza/ESP. DP/D.A Press
Mônika Barbosa abandonou o emprego para se dedicar à culinária vegana. Foto: Arthur de Souza/ESP. DP/D.A Press

O despertar de uma consciência mais humana tem trazido muitos adeptos para o lado do vegetarianismo e veganismo em Pernambuco. A vontade de respeitar os animais, além de ter alimentação e vida mais saudáveis, colocou Recife como a terceira cidade com maior número de vegetarianos no ranking brasileiro ao lado de Rio de Janeiro e Brasília com 10% da população, segundo pesquisa do Ibope. O primeiro lugar é de Fortaleza com 14% dos moradores. Para discutir o tema, Recife sediará o 5º Congresso Vegetariano Brasileiro, de 23 a 26 de setembro na Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

O vegetarianismo consiste em se alimentar a partir de vegetais excluindo o consumo de carne animal, já o o veganismo defende uma forma de vida com alimentação sem qualquer origem animal. Os veganos também extinguem o uso de produtos de beleza e acessórios que tenham sido testados em animais. É o caso de Karina Bezerra, 28 anos, professora universitária, que se tornou vegana em 2014 após 13 anos de vegetarianismo. “A decisão de me tornar vegana surgiu quando assisti a um vídeo sobre como os vegetarianos ainda comem alimentos derivados de animais. Mas ser vegano vai além da alimentação, é preciso despertar uma consciência sobre produtos que são originados de tortura animal, como a maquiagem”, comentou.

Em seu perfil no Facebook, Karina divulga produtos como rímel, batom e hidratantes produzidos sem tortura ou teste em animais que traz a temática da beleza sem crueldade. “Os produtos orgânicos costumam ser mais caros, mas nem todo produto orgânico é vegano. No Recife ainda não temos lojas físicas, então o mais comum é a compra na internet. Nos blogs muitos veganos trocam experiências sobre maquiagem e lojas virtuais. É um público que só cresce”, explicou.

Em Aldeia, Camaragibe, a empreendedora Mônika Barbosa, 52 anos, decidiu deixar o emprego em uma escola para se dedicar à culinária vegana. Ao lado de uma sócia, vários projetos de venda de alimentos vegetarianos e veganos foram desenvolvidos, o mais recente é o Verde Vivo. “A ideia é mostrar para as pessoas que podemos sim ter uma alimentação saudável e sem crueldade. Como sou descendente de índios já tinha essa consciência de que o animal precisava ser respeitado. Hoje sou vegetariana, mas quero me tornar vegana”, contou.

Fonte: Diário de Pernambuco.

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