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Mulher briga na justiça para impedir caça a cervos em cidade dos EUA‏

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(da Redação)

Foto: Montgomery Parks
Foto: Montgomery Parks

Um mulher do condado de Bethesda (Maryland, EUA) está processando a organização Montgomery Parks com a ajuda da ONG People for the Ethical Treatment of Animals (PETA), para tentar impedir a iniciativa do departamento em promover a caça de cervos com o uso de armas “crossbows” (modernos instrumentos equivalentes a “arco e flecha”). As informações são da Bethesda Magazine.

Eilene Cohhn entrou com uma ação no Tribunal do condado de Montgomery no início do mês, alegando que a empresa planejou a caça para ter início no dia 11 de setembro em dois parques do condado, violando o estatuto de crueldade a animais de Maryland.

Jeffrey Kerr, advogado do PETA, disse que um juiz recusou-se a emitir uma ordem de impedimento temporário contra a Montgomery Parks, que suspenderia a caça até que a ação judicial fosse concluída.

Kerr contou que também os advogados do parque da capital de Maryland e da Comissão de Planejamento (M-NCPPC), agência coligada à Montgomery Parks, recusaram-se a concordar com o adiamento da caça durante o transcorrer da ação.

Um advogado da M-NCPPC e o chefe do programa gerenciado de caça aos cervos da Montgomery Parks foram procurados para comentar o assunto, mas não foram localizados.

Kerr disse que o PETA compartilha a opinião de Eilene Cohhn de que o uso de “crossbows” para caçar cervos pode resultar em animais que não sejam mortos imediatamente, levando a um longo tempo de agonia enquanto eles sofreriam de graves ferimentos causados pela referida arma.

Ele citou o caso do leão Cecil, que ganhou os noticiários internacionais neste verão. O leão teria ficado gravemente ferido e sofreu por muito tempo antes de morrer, após ser atingido pelo caçador americano.

Outro ponto colocado por Kerr é que a caça irá acontecer em áreas adjacentes a ruas residenciais. “Você vai ter cervos sangrando e horrivelmente machucados indo parar nos jardins das pessoas”, disse ele.

Segundo a reportagem, os parques da região têm promovido a caça aos cervos com armas de fogo há 19 anos, para eliminar rebanhos desses animais que estariam “crescendo em níveis que representam problemas de segurança para
os humanos”.

Uma pesquisa de 2014 revelou que a população de cervos era de 67 a 84 animais por milha quadrada (2,58 km²) na área do Watts Branch Stream Valley Park. A Montgomery Parks argumenta que os cervos “envolvem-se em acidentes de automóveis”, bem como transmitem doenças e causam outros problemas, que são “reduzidos a níveis aceitáveis” quando a densidade populacional é de menos de 30 animais por milha quadrada.

Indivíduos poderão participar da caça aos cervos, embora somente se forem membros de grupos já estabelecidos e segurados com não mais do que seis pessoas. Tais grupos terão de comprovar treinamento em caça e atender a “padrões de proficiência”.

A Montgomery Parks afirmou ter recebido cerca 400 comentários do público antes de aprovar o programa piloto, com uma ligeira maioria a favor da caça.

Em sua ação judicial, Cohnn cita estudos que mostram que os “crossbows” frequentemente falham em matar os cervos, deixando-os a sofrer com graves lesões durante dias, semanas ou até mesmo meses.

“Esses cervos machucados, por sua vez, vagam em quintais, parques infantis, pelo tráfego e outros lugares públicos”, diz Cohnn em sua ação, “onde eles são vistos em grande aflição por um público desavisado que nada faz para socorrê-los”.

Nota da Redação: Não importam as armas utilizadas ou se a morte do animal caçado será imediata ou não. Não existe “caça humanitária”, qualquer caça, por si só, é cruel e deve ser combatida. A ação movida por essa pessoa junto ao PETA, apesar de seus méritos, tem viés bem-estarista.

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  1. O típico egoísmo da nossa espécie, traduzido pelo especismo e pela prepotência na frase: A Montgomery Parks argumenta que os cervos “envolvem-se em acidentes de automóveis”, bem como transmitem doenças e causam outros problemas, que são “reduzidos a níveis aceitáveis” quando a densidade populacional é de menos de 30 animais por milha quadrada. – nossa espécie olhando só para o seu umbigo… bem característico de quem não assume seus erros e se considera superior… muito a aprender, muito a evoluir!

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