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Inspeção no CCZ acha água em potes de itens químicos e remédio vencido

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Deputado mostra recipiente de produto de limpeza usado como bebedouro e comedouro de animais no DF (Foto: Ricardo Izar/Divulgação)
Deputado mostra recipiente de produto de limpeza
usado como bebedouro e comedouro de animais
no DF (Foto: Ricardo Izar/Divulgação)

Deputados ligados à CPI dos Maus-Tratos a Animais encontraram medicamentos com data de validade vencida, seringas descartadas irregularmente e água e ração armazenados em recipientes de produtos químicos no Centro de Zoonoses de Brasília. A visita aconteceu nesta quinta-feira (3), após centenas de denúncias de maus-tratos aos animais. Peritos da Polícia Federal recolheram amostras de ração para análise.

O G1 procurou a Secretaria de Saúde por e-mail, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem. Presidente da CPI, o deputado federal Ricardo Izar (PSD-SP) disse que havia 20 animais no local e que seis deles estavam na “ala de riscos”, embora nem todos tivessem doença infecto-contagiosa que justificasse morte induzida.

“Faltam recursos dos governos estaduais e federais, eles não destinam recursos para ter uma condição mínima para os centros de zoonoses poderem operar no país inteiro, e são centros importantes que dizem respeito, inclusive, à saúde humana”, declarou.

O parlamentar solicitou registro de todos os animais que passaram pelo centro nos últimos dois anos, além de laudos sobre o estado deles e número de mortes induzidas realizadas. Dados da própria Secretaria de Saúde mostram que houve 9,5 mil mortes de cães e gatos em cinco anos no CCZ, embora entidades de proteção a animais afirmem que nem todos fossem agressivos ou tivessem doenças como leishmaniose e raiva.

A protetora Carolina Mourão afirmou que havia até seringa na ração dos animais, além de muito lixo no canil. “O sentimento foi de desolação, de enorme piedade pelos animais que estão sendo injustiçados ali dentro e a confirmação tácita de que aquilo não é local que faz triagem de animais saudáveis e não saudáveis”, disse.

“Ali você nota que não há cuidado com a saúde dos animais. Se você não controla a saúde dos animais, você não controla a dos humanos”, completou a ativista.

Carolina mobilizou outros protetores e montou acampamento em frente ao centro para cobrar providências. A estrutura já está no local há uma semana e foi organizada após vídeo mostrar que servidores sem formação veterinária aprenderem a coletar sangue em cães que seriam sacrificados posteriormente. Uma funcionária que não concordou com o procedimento afirmou que os cães passavam por sofrimento.

O Conselho Regional de Medicina Veterinária pediu esclarecimentos à Secretaria de Saúde sobre o procedimento. A pasta negou que houvesse maus-tratos e informou que agentes de vigilância ambiental passaram por treinamento para realizar o procedimento para atuarem em campanha contra a leishmaniose.

Comitê de ética e CPI

No ano passado, ativistas reuniram 10 mil assinaturas e solicitaram à Secretaria de Saúde a criação de um Comitê de Ética no CCZ. Embora o chefe do centro tenha afirmado que o pedido para criação do grupo foi encaminhado ao setor jurídico no ano passado, a Secretaria de Saúde informou ao G1 que “não tomou conhecimento” do requerimento.

O objetivo do comitê, que teria participação da sociedade e de funcionários do centro, seria dar maior transparência ao trabalho realizado no CCZ, que para os ativistas, funciona como uma “caixa-preta”.

A Câmara dos Deputados criou em 13 de agosto uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investiga maus-tratos contra animais nos centros de controle de zoonoses. Os parlamentares vão apurar também tráfico e o uso de bichos em circos e rodeios.

Fonte: G1

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