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Grupo israelense 269 faz ações impactantes em favor dos direitos animais

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(da Redação)

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Na semana passada, ativistas de direitos animais se reuniram para apontar a exploração de animais na indústria da carne. Na ação, o grupo 269 preparou um banquete festivo, servindo carne bovina, suína e de aves; desta vez, no entanto, na forma em que a maioria da sociedade tenta se esquivar.

“Foi-nos dito que gatos e cães merecem amor e respeito. Que cada gato e cada cão são indivíduos únicos com suas próprias personalidades. Nós os chamamos por seus nomes e convivemos com eles em nossas casas. Nós os tratamos como família e sentimos indignação quando alguém os maltrata! No entanto, nós também somos ensinados que comer carne é normal, natural e necessário. Foi-nos dito que a carne bovina, suína e de aves é comestível e nós comemos porque é assim que a cadeia alimentar funciona. Porque sempre foi assim. O que não foi dito é que não há nenhuma diferença entre os animais a quem damos amor e carinho e os que comemos. O que chamamos de carne bovina, suína e de aves são, na verdade, vacas, porcos e galinhas: animais inteligentes, sensíveis e curiosos, cada um deles um indivíduo único com a sua própria personalidade e caráter. Cada um deles tem a mesma capacidade de sentir alegria e dor como nossos cães têm; eles são curiosos, criaturas inteligentes que buscam o prazer, a experiência do medo e sentir terror, tédio e estresse. Exatamente como cães. Eles são profundamente conscientes de sua própria vida e eles têm interesse em viver livres da exploração “, disse Vendula Hlavová, a porta-voz tcheca do grupo 269.

O movimento 269 foi criado em Israel e gradualmente se espalhou por todo o mundo. O seu objetivo é sensibilizar e educar a humanidade em relação à exploração injusta a que os animais são submetidos. O repórter Yochai Maital acompanhou a ação direta desses ativistas na sede da Associação de Produtores de Ovos e Frango de Israel em um sofisticado escritório em Tel Aviv. Eles carregavam garrafas de sangue falso e um grande cartaz com uma referência ao holocausto que dizia: “As pessoas aqui são responsáveis pelo destino final de 15.000 aves todos os dias”. Eles portavam bandejas repletas de pintinhos mortos que pegavam em lixeiras de uma fábrica de processamento de frango”, relata Maital. As informações são da Public Radio International.

Grupo 269 em ação direta, manifestando-se contra a pecuária. Foto: 269/Flickr
Grupo 269 em ação direta, manifestando-se contra a pecuária. Foto: 269/Flickr

Ele conta que, quando os ativistas entraram na empresa, a cena era digna de um filme – uma secretária tentou se trancar em uma sala, mas o ativista Bojoor arrebentou a porta com o pé e entrou com um prato de aves mortas na mão. No fim do corredor, uma dupla de ativistas invadia o escritório do CEO. Eles despejaram baldes de pintinhos mortos e esguicharam o sangue falso na mesa do executivo. Depois, a polícia chegou e prendeu os ativistas. O grupo se chama 269. Eles são uma nova organização vegana e chamam a atenção encenando operações impactantes.

Sasha’s Bojoor, o líder do grupo, tem um perfil improvável para um líder de movimento. Ele é introvertido. “Para mim”, diz ele, “esse não é o estilo de vida que eu escolheria. Eu sou uma pessoa muito fechada e gosto de me preservar, por isso, é muito difícil para mim estar sempre rodeado de pessoas e não ter um espaço só para mim”.

Ele chegou em Israel como um jovem imigrante de Moldova. Quando tinha 16 anos, um folheto sobre o veganismo chamou a sua atenção. Ele ficou tão curioso que começou a faltar na escola para visitar fazendas produtoras de laticínios, granjas e matadouros. Logo tornou-se vegetariano e, em seguida, vegano, até se transformar finalmente em um ativista. Ele queria “sacudir as pessoas de sua apatia”.

Mas, segundo conta, ele precisava de um mascote. E encontrou um – um bonito bezerro branco que era tudo o que ele poderia querer de um mascote: era belo, fotogênico, fácil de se relacionar e, o mais importante, tinha um número interessante marcado em sua orelha. Seu nome: “269”.

O movimento 269 nasceu oficialmente há dois anos e meio na Main Square, em Tel Aviv. Sasha e dois outros ativistas encerraram-se em uma gaiola improvisada de arame farpado. Eles foram arrastados para o centro do palco, um a um, e os tiveram os dígitos 2-6-9 gravados em suas peles com ferro quente. “Eu senti como se minha pele tivesse sido arrancada, como se tivesse se prendido ao ferro e depois descolada”, lembra Sasha. “Muito desagradável, porque você pode sentir o cheiro de sua pele fritando”. Ele foi para casa, fez um curativo em suas feridas e baixou o vídeo do evento no YouTube.

Dentro de duas semanas, o vídeo tornou-se viral. Teve mais de 200 mil visualizações em poucas semanas. Pessoas de todo o mundo que assistiram ao vídeo começaram a contatar o ativista. Outros eventos do 269 se seguiram – em Bratislava, Buenos Aires, London, Cape Town e muitos outros lugares.

Atualmente, grafitagens de “269” estão por toda a parte em Tel Aviv. Não é incomum ver alguém com uma tatuagem com os número 269. Enquanto isso, o grupo de Sasha continua fazendo performances provocativas. Como, por exemplo, deixar cabeças de ovinos sangrando no topo de chafarizes públicos, ou encenando ordenhas forçadas em mulheres com os seios descobertos.

E enquanto inúmeras pessoas discutem e se posicionam em ambos os lados desse debate, o próprio 269 – o gracioso bezerro branco (agora já um animal adulto) está bem. Poucos dias antes da data em que estava programada a sua morte em um matadouro, 269 foi libertado por ativistas.

Sasha diz que ele vive tranquilamente em um local secreto de Israel e passa os seus dias “mastigando grama”, totalmente alheio à guerra travada em seu nome. Por outro lado, é seguro afirmar que muitas pessoas de todo o mundo se identificaram com as suas ideias e passaram a enxergar os animais com outros olhos depois de terem visto as suas intervenções.

Bezerro 269, mascote cuja marcação deu origem ao nome do grupo. Foto: 269/Flickr
Bezerro 269, mascote cuja marcação deu origem ao nome do grupo. Foto: 269/Flickr

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  1. A escolha do número já é uma propaganda a favor do veganismo que dessa forma corajosa e realista pode ser ouvida e vista em todo o planeta. Mesmo longe estamos juntos e o nosso coração toca a mesma música, AMIGOS.

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