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Rodeio de Barretos levanta questão sobre maus-tratos contra animais

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Nessa quinta-feira (20) teve início a 60ª edição do Rodeio de Barretos, um dos maiores do gênero no mundo. Considerada uma grande atração do interior de São Paulo, o evento ainda é alvo de polêmica, afinal, por que Barretos, Jaguariúna ou Americana podem promover grandes rodeios e Rio Claro, Corumbataí ou Santa Gertrudes foram proibidas de realizar seus eventos?

O advogado William Nagib comenta que “Rio Claro tentou fazer sua festa de peão com rodeio de animais, mas a Justiça barrou, a pedido do Ministério Público e da Comissão dos Direitos dos Animais da OAB local. As estruturas e técnicas de montaria são as mesmas. Não sei qual a fundamentação técnico-jurídica que oxigena a permissão para ocorrerem festas como as de Jaguariúna, Americana, Barretos e por aí vai, sempre com a participação de bois e cavalos”.

O presidente da Comissão de Direitos Animais da OAB, Mauro Cerri, comenta que nestes grandes rodeios há um grande interesse econômico por trás, pois movimentam milhões e há uma pressão de grupos econômicos para serem realizados. “Infelizmente não é todo juiz que entende que o rodeio causa sofrimento aos animais. Têm juízes que pensam de forma diferente”, comenta o advogado, que frisa: “Ninguém é contra os shows ou a venda de alimentos, não é para proibir o evento, mas proibir as práticas de maus-tratos”.

Vaquejada

Nagib conta que o Supremo Tribunal Federal está votando a questão da vaquejada, que consiste em uma competição que busca derrubar um touro, puxando-o pelo rabo. Prática considerada atividade esportiva e cultural fundada no Nordeste brasileiro. “O ministro Marco Aurélio, relator da ação que busca declarar inconstitucional a Lei do Ceará que autoriza a vaquejada, ressaltou que o cerne da discussão gira em torno do conflito de duas normas constitucionais, cabendo ao Supremo harmonizar essa controvérsia: a proteção ao meio ambiente e as manifestações culturais”, esclarece.

Na opinião do advogado Mauro Cerri, nenhuma cultura que traga dor ou sofrimento a alguém pode continuar. “A escravidão era uma cultura e acabou, o mesmo com o machismo, a homofobia, preconceito. A sociedade está avançando e a cultura mudando”, opina destacando que “a cultura que traga dor e sofrimento a qualquer espécie não deve continuar e é inconstitucional. O mesmo para o uso de animais em rituais religiosos. A cultura e a crença também têm limites”, conclui.

Fonte: Jornal da Cidade

Nota da Redação: A medida mais benéfica para os animais seria acabar com eventos como vaquejadas e rodeios no Brasil. Da mesma maneira que há pressão por parte de grupos de proteção animal para que países europeus e latino-americanos acabem com as touradas, os rodeios são, no Brasil, um amostra desta exploração e da tortura que animais sofrem para o entretenimento humano.

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  1. Atividade esportiva e cultural é um termo bonito que serve para camuflar o que de fato sofrem os animais nestas exibições” de crueldade de quem pratica e de quem assiste; são humanos sem noção que acham isso legal porque sempre foi assim e papai e vovô praticavam o mesmo “esporte” e continuarão a praticar de geração a geração até que caia a ficha, se é que vai. Autoridades compactuam porque rola grana preta pra eles também que tão nem aí para se animais gostam ou não gostam pois o que importa é que humanos curtam de montão esse festão numa “nice” e animais que se danem de preferência caladinhos, que é pra isso e só isso é que servem.

  2. Decididamente já passou da hora de acabarem com essa covardia para com os animais. Será que já não chega comer sua carne? Tem que torturar? Será que não existe nenhuma outra atividade para esses peões se dedicarem? Estudar um pouco, carpir uma roça, por exemplo.

  3. Triste saber que tudo gira em torno de dinheiro. Alguns estão ganhando e em nome deste deus do cifrão, não importa a dor e sofrimento de outros seres. Talvez, um dia, o ser humano evolua o suficiente para perceber que não é o maioral, mas simplesmente um fio nesta teia da vida.

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