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CPI irá investigar maus-tratos a animais no Mercado Central

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Vários coelhinhos filhotes em um espaço reduzido
Vários coelhinhos filhotes em um espaço reduzido

Parlamentares que compõe a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Maus-tratos a Animais, instalada no Congresso Nacional, irão realizar uma visita ao Mercado Central, em Belo Horizonte, para averiguar as condições em que se encontram os animais comercializados no local.

A visita, requerida pelo deputado federal Laudívio Carvalho, que também é vice-presidente da comissão, foi aprovada na última terça-feira (18) e deve acontecer em outubro.

“Eu moro em BH e conheço o mercado há muitos anos, então eu vejo a maneira como esses animais são expostos ali e entendo que como vice-presidente da CPI dos Maus-tratos a Animais eu tenho a obrigação moral e humanitária de averiguar isso”, afirmou.

Ele também disse que não é contra a comercialização dos animais, mas sim, contra qualquer tipo de maus-tratos. “Se eles estão em boa saúde e acompanhados por veterinários em locais que não sejam insalubres, eu não vejo problema em ter o comércio. Mas a gente tem que saber qual local é esse, como o animal se encontra, se ele está vacinado, vermifugado, tratado. Os animais não são objetos, são seres vivos”, conclui.

​A presidência do Mercado Central não foi encontrada para comentar o caso, mas a assessoria informou que ela só poderá se manifestar nesta sexta-feira (21).

Relembre

Denúncias em relação a maus-tratos no Mercado Central não são isoladas, muito menos recentes. Conforme noticiou O TEMPO em janeiro deste ano, irregularidades na exposição dos animais para vendas foram flagradas por denunciantes, tais como peixinhos beta em copos de plástico, animais visivelmente doentes em locais sem condições mínimas de higiene, bichos de diferentes espécies convivendo no mesmo espaço, filhotes apertados em gaiolas minúsculas.

​Mesmo com a nova resolução do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) que começou a valer no início do ano e determina de forma um pouco mais rigorosa as diretrizes gerais de responsabilidade técnica em estabelecimentos comerciais de exposição, manutenção, higiene estética e venda ou doações de animais, as denúncias de que nada disso é cumprido no Mercado não cessaram.

Fonte: O Tempo

Nota da Redação: É louvável que membros da CPI também estendam seus olhos à problemas considerados locais. No entanto, o deputado federal Laudívio Carvalho comete um grande equívoco e incoerência. Realmente, animais não são objetos e portanto não deveriam ser comercializados como tal. A presença de animais em feiras ou estabelecimentos que realizam essa atividade está intrinsecamente ligada a uma cadeia de maus-tratos e exploração. Esperamos que no futuro haja declarações mais conscientes e ações que combatam definitivamente situações como as existentes no Mercado Central de Belo Horizonte.

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