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Morte de Cecil, para quem serviu?

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Dias atrás veio à tona a história de Cecil, o leão que era uma espécie de celebridade na vida selvagem. Ele exibiu com orgulho sua juba para visitantes e pesquisadores do Parque Nacional Hwange, no Zimbábue, ao longo de 13 anos. O resto da história foi aparecendo aos poucos. Primeiro, ele sumiu. Depois, seu corpo esfolado e decapitado foi recuperado do lado de fora do parque.

Mas o mundo inteiro parece ter sentado e prestado atenção ao que estava acontecendo quando foi revelado que um dentista de Minnesota pagou 55 mil dólares para caçar e matar Cecil como um troféu. Foi noticiado que, com a ajuda de dois guias locais, o americano atraiu Cecil para fora do parque – dentro seria ilegal matá-lo – para primeiro ferir o leão com um arco e flecha e, quase dois dias depois, dar cabo dele com uma arma. Uma morte horrível, em circunstâncias suspeitas, envolvendo corrupção, maldade e soberba.

A morte de Cecil colocou nos holofotes uma ação repugnante, a caça. Acrescentado a isso, o fato de haver dinheiro envolvido, junto com uma aparente luta de poder e de exibicionismo. A caça permitida já é um grande negócio multimilionário que opera em uma zona intermediária entre a lei e o contrabando. A caça ilegal em escala global está crescendo, colocando em risco espécies inteiras. O resultado de ambas é sempre o mesmo, a morte de inúmeras criaturas selvagens, grandes e pequenas, para o entretenimento humano ou para alguns supostos benefícios.

Atitudes como esta nos deixam perplexos e indignados. Sabemos que os recursos da Terra estão sendo depredados, milhares de espécies de vegetais e animais desaparecem anualmente por causa da ação humana. Não podemos permanecer indiferentes e a morte de Cecil não pode ter sido em vão. Quantas pessoas e animais terão que dar sua vida para que o homem se conscientize de seu compromisso de cuidar do planeta Terra?

A ONG Ambiental Educar é Natural continua alertando para que cada um faça a sua parte, mesmo que seja simplesmente apoiando campanhas pela Internet, para que os responsáveis passem a levar a sério a proteção do planeta. Neste mundo, ou nos salvamos e respeitamos juntos, ou juntos perderemos. A vida animal está estreitamente ligada à nossa, formamos uma única família. É uma luta que vale a pena.

* Liane Lazzarotto Simioni, presidente da ONG Ambiental Educar é Natural

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