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Denúncia de pintinhos triturados vivos revolta deputados na França

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Reprodução Facebook/L214 Ethique et Animaux
Reprodução Facebook/L214 Ethique et Animaux

Parlamentares da esquerda e da direita da França pressionam o governo a proibir a prática de eliminar pintinhos machos vivos. Em algumas granjas do país, os filhotes são mortos pouco depois do nascimento, por não terem a capacidade de colocar ovos.
A associação de defesa dos animais L214 denunciou a prática em junho, em um vídeo mostrando o sofrimento e a morte dos pintinhos. Ainda vivos, alguns são triturados por máquinas, enquanto outros são colocados em sacos plásticos e morrem sufocados.

No total, 36 deputados e senadores exigem que o Ministério da Agricultura proíba a prática. “Os pintinhos são eliminados logo depois de nascer, por não possuírem as mesmas características das aves criadas para a produção de carne de frango. Eles são mortos de uma maneira particularmente cruel, moídos, intoxicados ou asfixiados”, disse o deputado socialista François Loncle, que pede um fim “mais digno” para os animais.

Triagem antes do nascimento

Deputados ecologistas, como Laurence Abeille, Jean-Vincent Placé e Chantal Jouanno, e de direita, como Nicolas Dupont-Aignan, Lionnel Luca, Patrick Balkany e Olivier Dassault, também se indignaram com o procedimento. Eles evocam um método desenvolvido na Alemanha, de espectrometria, que permite triar os animais ainda dentro do ovo.

Há meses, a associação L214 milita contra a eliminação dos pintinhos e tenta sensibilizar a opinião pública a respeito da questão. No vídeo sobre o assunto, um produtor explica o que acontece com os filhotes e imagens filmadas em câmera escondida mostram o procedimento em curso. A entidade lançou um abaixo-assinado para proibir essas técnicas, que segundo a organização, atingem 50 milhões de pintinhos por ano na França.

O Ministério da Agricultura explica que a trituração mecânica é realizada conforme regras europeias adotadas em 2009, sobre “a proteção dos animais no momento da morte”. Já a morte por asfixia em sacos plásticos é proibido e pode ser punido pelas autoridades. “O setor e o poder público estão preocupados em desenvolver práticas que permitam identificar o sexo antes da eclosão”, disse o ministério, que promete responder aos parlamentares nos próximos dias.

Fonte: RFI

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