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Permissão para expandir criação de cães para testes revolta ativistas

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por Augusta Scheer (da Redação)

Foto: Reuters

As autoridades locais da região de East Yorkshire, Reino Unido, protagonizaram uma decisão lamentável. Dona de grandes fazendas de criação de cães da raça beagle, a empresa B&K Universal recebeu autorização do poder público para expandir suas instalações, que passarão a aprisionar um número ainda maior de cães. A empresa fornece cachorros para laboratórios que conduzem testes em animais, segundo informações do site IBTimes.

No passado, B&K Universal já tinha requerido autorização para aumentar suas instalações, mas o governo havia negado o pedido, argumentando que a expansão surtiria efeitos negativos sobre o trânsito da região (o que já denota flagrante desrespeito aos direitos animais).

Apesar da indignação de ativistas e pessoas solidárias, a empresa infelizmente foi autorizada a aumentar suas criações. No ano passado, uma petição online reuniu mais de 100 mil assinaturas para impedir a ampliação.

Em pronunciamento, B&K Universal comemorou a trágica decisão, que considerou “sensata,” e parabenizou o secretário municipal Greg Clark (quem concedeu a permissão) “por não se deixar distrair pelos argumentos enganosos dos grupos de direitos animais.”

A lastimável decisão de Clark suscitou críticas também de algumas celebridades. O guitarrista do Queen, Brian May, e o ator Peter Egan se posicionaram em favor dos animais.

“Estou enojado de saber que essa fazenda continuará existindo (…) e condenando esses animais a milhares de testes antiéticos e desnecessários. É uma mensagem horrível que a Grã-Bretanha está passando para o mundo,” comentou Brian May.

“É uma tragédia, levarão ninhadas e ninhadas de beagles para o laboratório, onde serão torturados e mortos em testes cruéis que são de pouca ou nenhuma utilidade para as pessoas,” acrescentou Peter Egan.

A Sociedade Nacional Anti-Vivissecção (Navs) se manifestou, dizendo que a criação de beagles é “uma traição aos animais, ao público e à ciência,” acrescentando que “o número de experimentos em cachorros diminuiu substancialmente nos últimos dez anos, mas essa decisão retrógrada pode reverter a tendência positiva. Ao invés de submeter milhares de cachorros a uma vida de sofrimento em laboratório, o governo deveria estar promovendo alternativas melhores e mais modernas, que salvem vidas animais e humanas.”

A doutora Julia Baines, cientista consultora da ONG PETA, também se pronunciou: “É revoltante. Descartando as opiniões do público e de autoridades, condenando milhares de cães a serem enjaulados, feridos e mortos em experimentos, o governo aceitou a proposta de construção de mais uma fazenda de criação de beagles. A mesma proposta havia sido originalmente rejeitada pelo Conselho de Yorkshire.

“O secretário Greg Clark mostrou total falta de compaixão, bom senso e inteligência. Criar cachorros para testes endossa um comércio vergonhoso, prática que pertence ao passado, quando ainda não sabíamos das outras alternativas. Nenhum cão merece nascer numa fazenda industrial, numa prisão estéril e sem janelas, com pisos de concreto e paredes frias, separado da noção de ‘lar’, para então ser entregue a um laboratório, como uma peça de equipamento, para ser envenenado com pesticidas, drogado ou mutilado em experimentos cruéis.”

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  1. Vergonha para a Grã-Bretanha, que quer estar na ponta, mas retrocede no tempo com esta autorização. Existem métodos alternativos, muito mais eficazes que o uso de animais. Parece que há necessidade de informar as autoridades do país de que estamos no século XXI.

  2. Quando se trata de maltratar animais indefesos não existe País desenvolvido. É um pior que o outro na busca pelo lucro.
    Quem sabe um dia a natureza se vingue e acaba de vez com esse planeta imundo!

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