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Exausto e assustado, cavalo explorado em charrete sofre acidente nos EUA

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por Augusta Scheer (da Redação)

Foto: Reprodução

Todos os anos, são noticiados incontáveis acidentes envolvendo carruagens puxadas por cavalos vítimas da exploração humana, e os animais utilizados nessa prática arcaica continuam submetidos à dor e ao sofrimento da exploração. Forçados a puxar charretes lotadas, esses cavalos são privados da liberdade e do bem-estar de que necessitam, e são cruelmente reduzidos a “atração turística”.

Na última sexta-feira, um acidente ocorrido em Charleston, no estado norte-americano da Carolina do Sul, evidenciou mais uma vez a necessidade de se proibir tais carruagens. Segundo as autoridades locais, o cavalo Blondie teria tombado porque se assustou com um caminhão de cimento que transitava na via. 11 pessoas estavam a bordo da charrete, mas não houve passageiros feridos, segundo informações dos sites Counton2 e Peta.org.

O pobre animal teve sérias dificuldades para se levantar e foi atendido por um veterinário que foi até o local. Blondie sofria muito com o calor e teve de receber cuidados urgentes, como medicação intravenosa e água para evitar desidratação. Apesar dessas revoltantes circunstâncias, as autoridades negam que o acidente tenha sido causado pelo intenso calor.

Depois de horas caído no asfalto, o cavalo pôde finalmente ser levantado, com ajuda de um guindaste.

“Ruas urbanas movimentadas não são lugar para cavalos, pois esses animais se assustam facilmente com barulhos e alvoroços, então, não é surpresa que esse cavalo tenha tombado depois de levar um susto. As temperaturas em Charleston estavam muito altas naquele dia, e a temperatura do asfalto deveria estar em torno de 40ºC. O cavalo agonizou sobre o asfalto por mais de uma hora, antes que um guindaste fosse chamado para colocá-lo de pé. Esse incidente é outra prova da crueldade inerente às carruagens puxadas por animais, as quais já foram banidas de cidades como Salt Lake City, Mumbai etc. A cidade de Charleston deve agir imediatamente para libertar esse e outros cavalos do sofrimento, para que eles possam se recuperar num santuário confiável,” segundo Dan Mathews, vice-presidente da entidade PETA.

Foto: Reprodução

Os animais explorados nessa atividade são forçados a cavalgar sob temperaturas extremas, em meio ao trânsito intenso de grandes cidades, suscetíveis a todo tipo de doença respiratória por conta de sua exposição à poluição dos carros, sujeitos a desenvolver problemas nas pernas por caminhar exaustivamente na superfície dura do asfalto. Há inclusive casos de cavalos que caíram mortos de insolação após horas de exposição ao calor e umidade do verão.

Além disso, esses animais são extremamente sensíveis a barulhos altos e inesperados, o que torna as cidades ambientes extremamente perigosos para eles. Graves acidentes causados por sustos já foram registrados em quase todas as cidades que permitem essas carruagens. Muitas batidas ocorrem também por conta de motoristas impacientes ou descuidados.

Quando atingem uma idade avançada e não têm mais forças para puxar a charrete, muitos dos cavalos são assassinados, já que a maior parte das pessoas inescrupulosas que os exploram não está disposta a arcar com os custos necessários para manter os cavalos aposentados em pastos e locais apropriados à espécie.

Tamanha brutalidade só terá fim quando a prática for definitivamente proibida por todo o mundo, acabando de uma vez por todas com o sofrimento de cavalos como Blondie.

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