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O drama de uma chimpanzé abandonada

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(Los Andes)
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O Projeto GAP da Espanha começou a receber de organizações e pessoas da cidade de Mendoza, Argentina, apelos dramáticos pela vida da chimpanzé Cecilia, que ficou sozinha depois que seus companheiros morreram – primeiro Charly e depois Xuxa, poucos meses atrás – no Zoológico da cidade argentina. Cecília está depressiva, se sentindo solitária e abandonada à sua sorte sem que as autoridades tomem alguma atitude sobre o seu destino.

Dias atrás, o Diretor do Projeto GAP da Espanha, Pedro Pozas Terrados, que no ano passado a visitou como parte de seu roteiro pela Argentina, para divulgar a causa dos Direitos dos Grandes Símios, publicou um comunicado alertando o povo daquele país, e especialmente os cidadãos de Mendoza, sobre a situação em que Cecilia se encontrava e qualificou a jaula onde ela fica há mais de 30 anos como um “antro” onde ninguém merece viver.

Os meios de imprensa da Argentina acolheram a denúncia e a deram grande destaque. Ao mesmo tempo, a Juíza Dra. María Alejandra Mauricio, do Terceiro Tribunal de Garantias de Mendoza, acolheu e deu trâmite a um Habeas Corpus que a organização AFADA – Asociación de Funcionarios y Abogados por los Derechos de los Animales (que agrupa funcionários e advogados que defendem os animais) tinha impetrado na metade de junho. A Juíza tomou as seguintes providências: notificar as autoridades competentes locais sobre esta ação, fazer uma audiência no próximo dia 12 de agosto com todas as partes envolvidas e fazer uma perícia no Zoológico, nas condições do cativeiro da chimpanzé. Ao mesmo tempo, no dia 07 de julho, a Justiça fez uma visita surpresa ao Zoológico para avaliar a situação de Cecilia.

O Diretor do Zoológico, Gustavo Pronotto, com quem o Diretor do GAP conversou no ano passado, o intimando a transferir Cecilia para algum destino apropriado e decente, manifestou que estava tentando transferi-la para um Zoológico na localidade de Rio Negro. O mesmo local onde o chimpanzé macho Toti se encontra há mais de dois anos, após ser enviado do Zoológico de Córdoba, na iminência de que outro Habeas Corpus o libertasse.

A organização AFADA tem declarado que a atitude da Juíza tem um grande significado na luta pelo reconhecimento dos direitos básicos dos grandes símios, já que ao aceitar o pedido de Habeas Corpus, o que anteriormente era rechaçado como improcedente, fica implícito o entendimento de que a chimpanzé Cecilia não é um objeto e sim uma pessoa não humana, o que garante seu acesso aos instrumentos jurídicos que protegem as pessoas, como garante o artigo 43 da Constituição Argentina.

O destino de uma chimpanzé solitária e abandonada à sua sorte, em uma prisão anti-humana, agora não depende mais dos donos daquele infame cativeiro, mas da Justiça Argentina, que poderá escrever com letras de ouro, como um exemplo para o mundo, que os Grandes Símios são gente também.

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