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Cruel indústria de peles de animais está em ascensão no mundo

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Por Augusta Scheer (da Redação)

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Foto: Shutterstock‏

Segundo reportagem do site Ecorazzi, pelo que se viu nos últimos desfiles em Paris, os casacos de pele infelizmente vieram para ficar.

Na última quarta-feira, a grife Fendi protagonizou o primeiro desfile composto exclusivamente de peles da Semana de Moda de Paris.

Logo, foi seguida por designers como Michael Kors, Jean Paul Gaultier e Moschino, que também apresentaram peles em suas coleções. Como muitas outras grifes, editores e jornalistas de moda, as marcas permanecem em silêncio quanto ao uso de peles.

“Esse sempre foi um assunto polêmico no meio da moda. Agora, mais do que nunca, o consumidor tem a possibilidade de pesquisar e decidir por si mesmo como se posicionar,” diz Robert Burke, importante consultor de luxo da cidade de Nova York.

Apesar das alternativas sintéticas terem ganhado espaço nos últimos tempos (a exemplo de Stella McCartney e Hugo Boss), os casacos de pele mostram que não vão sair de cena tão cedo. Se antes eram considerados itens de luxo, hoje podem ser encontrados em lojas de departamentos por toda parte.

Jovens designers como Jason Wu (que usa o material em suas coleções) costumam receber vários benefícios da indústria de peles, como patrocínios, amostras e outras oportunidades.

Dan Matheus, presidente de campanhas da organização PETA, diz que a estratégia da entidade é focar nos jovens consumidores como público-alvo de suas campanhas anti-peles. Para Matheus, as ações de conscientização vêm surtindo efeito, e os jovens consumidores evitam produtos de pele. Esses mesmos produtos recusados pela clientela mais jovem ainda estão bastante presentes nas passarelas, graças à influência exercida sobre as grifes pelos fabricantes de peles.

Esses fabricantes vêm empreendendo esforços para preservar a imagem da indústria de peles. Por exemplo, um conselho canadense de produtores de peles lançou o site furisgreen.com, numa campanha para convencer o público que as peles são produtos sustentáveis, extraídos de animais que são “recursos renováveis” – em oposição ao petróleo, base das peles sintéticas, que é um recurso finito. Alguns fabricantes argumentam que as “peles vintage” são aceitáveis porque os animais estão mortos há mais tempo, o mesmo se aplica aos animais mortos em acidentes ou de causas naturais.

“Algumas pessoas escolhem ser vegetarianas, outras não. Algumas decidem não usar couro e peles, outras não,” pondera o designer Jason Wu.

Espera-se que outras grifes sigam o exemplo de Stella McCartney, Hugo Boss e de outras marcas conscientes.

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  1. Segundo reportagem do site Ecorazzi, pelo que se viu nos últimos desfiles em Paris, os casacos de pele infelizmente vieram para ficar.

    Errado. Os casacos de pele chegaram a tanto tempo que não podem dizer que chegaram para ficar, como se fossem novidade. É coisa antiga, desde antes dos tempos bíblicos. O erro começa aí. E se cometerem um erro tão grosseiro é porque tiveram pressa de escrever devido ao desespero. O que está acontecendo é que nunca houve tantas pessoas conscientes do absurdo do que é um casaco de peles. Claro que estão fazendo propaganda enganosa. Temos de contar as vitórias, como Hugo Boss ter aderido ao não uso de peles. Gente, é incrível, mas toda mulher usando pelo fica com jeito de vulgar, para não dizer outras coisa.

  2. Hoje em dia, o que mantêm essas industrias é a carificina perpetrada em larga escala na China e nos seus satélites contra todos os tipos de animais.
    Esse tal de Jason Wu deve ser o diabo em forma de gente. Também deve comer barata, escorpião e outras iguarias. Chinesada dos inferno!

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