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Ativista é presa por expor a crueldade em fazenda de foie gras

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Foto: Divulgação
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Em 2011, Amber e outra ativista cuja identidade ela protegeu, entraram na Hudson Valley Foie Gras, em New York, a maior produtora de Foie Gras dos Estados Unidos. Lá dentro, elas documentaram as condições horríveis nas quais os animais são mantidos. As imagens que elas capturaram foram usadas na produção de um vídeo flagrante produzido pela Animal Protection and Rescue League, e narrado pela atriz Wendy Malick.

Em fevereiro o New York Times publicou uma longa matéria sobre o flagrante, a qual linkava o vídeo e informava os leitores sobre a “alimentação forçada” requerida para produzir o “prato controverso”.

“Eu não quero ir para a prisão, mas meu tempo lá será mamão com açúcar perto do que os animais são forçados a suportar em fazendas de foie gras”, afirmou Amber Canavan.

Depois de várias semanas de cuidados intensivos, os dois patos resgatados por Amber se recuperaram e estão prosperando em um santuário, onde eles têm acesso a ar fresco, cuidados veterinários e água para nadar. Patos e gansos são animais aquáticos, mas eles não têm acesso a água em instalações de foie gras.

Foto: Divulgação
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A campanha para expor a crueldade do foie gras e responsabilizar os restaurantes que o vendem vem se intensificando nos últimos anos. Desde 2014 ativistas do Reino Unido já convenceram pelo menos 10 restaurantes a parar de venderem o foie gras. Recentemente a London Vegan Actions (LVA) tem realizado campanhas enérgicas dentro de restaurantes que se recusam a tirar a iguaria do desespero do menu.

“Eu me consolo com o fato de o artigo do New York Times e das filmagens que fiz ajudarem a expor as atrocidades que são cometidas contra esses animais”, disse Amber Canavan.

Amber Canavan vai passar o mês de julho na cadeia, mas a sua punição não acaba aí. Pelos próximos 5 anos, uma “ordem de proteção” (penalidade criada para proteção de vítimas de perseguidores e violência doméstica) irá impedi-la de se manifestar contra a Hudson Valley Foie Gras. Ela espera que a violação das suas liberdades civis saia pela culatra, servindo para que outros ativistas convençam tantos restaurantes quantos possíveis a desistirem do foie gras.

Fonte: O Holocausto Animal

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  1. A matéria está incompleta. Não diz por qual motivo ela foi presa. E se há alguém trabalhando para libertá-la.

  2. Engraçado, pensei que a inversão total de valores só acontecesse aqui no Brasil! Ela é a protetora da vida animal e vai presa? Ela se torna criminosa e os verdadeiros criminosos são vítimas? Tudo errado!

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