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Mais de 10 cavalos são feridos e mortos no maior evento de turfe dos últimos tempos

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(da Redação)

Foto: horseracingwrongs.com
Foto: horseracingwrongs.com

As corridas de cavalos, também chamadas de “turfe”, são conhecidas como “esporte dos reis” (sport of kings), e muitos reis ao longo da história ficaram famosos por suas sentenças de morte.

Então, não é de se surpreender que inúmeros animais explorados no suposto “esporte” sejam destruídos sem cerimônia antes, durante e depois das corridas. As informações são do Horse Racing Wrongs e do sportzedge.com.

O “esporte dos reis” é uma grande farsa, um mito, uma mentira. As corridas de cavalos têm tanto a ver com “esporte” quanto as touradas, ou seja, nada. No último sábado, o cavalo “American Pharoah”, de 3 anos de idade, foi imortalizado como vencedor da chamada “Tríplice Coroa”, o que significa que ele foi o primeiro cavalo a conquistar as três maiores provas do ano nos Estados Unidos em 37 anos – desde 1978. No mesmo dia, isso também acontecia nas pistas americanas (com informações da Equibase):

City Cartel, de 6 anos, foi levado de ambulância após o 10º lugar em Albuquerque
Shook Up, de 3 anos, foi levado de ambulância após o 7º lugar em Belmont
Royal Witch, de 4 anos, foi levado de ambulância após o 7º lugar em Churchill
Canny Nanny, de 5 anos, foi levado de ambulância após o 10º lugar em Churchill
Jump On Down, de 3 anos, foi levado de ambulância após o 4º lugar em Delta
Masterkey, de 3 anos, foi levado de ambulância após o 1º lugar em Finger Lakes
Roman Cross, de 4 anos, “apareceu agonizando” no 6º lugar em Finger Lakes
Good Rider, de 3 anos, foi levado de ambulância após o 1º lugar em Gulfstream
Beach Birde, de 3 anos, foi levado de ambulância após o 10º lugar em Indiana
Witt’s Lizard, de 3 anos, foi levado de ambulância após o 4º lugar em Lone Star
Cammazes, de 6 anos, foi levado de ambulância após o 7º lugar em Los Alamitos
Oration, de 4 anos, “voltou sangrando pelo nariz” após o 2º lugar em Parx
Giroux, de 4 anos, “voltou ferido” após o 4° lugar em Parx

Foto: horseracingwrongs.com
Foto: horseracingwrongs.com

Segundo o site horseracingwrongs.com, é provável que no mínimo metade dos animais da lista já estejam mortos. Além deles, dois cavalos foram listados como “broken down” (expressão usada para “mortos”, nas corridas): Jess One Kiss, de 3 anos, em 8º lugar em Arapahoe, e Kt Turtle Moves, de 3 anos, no 3º lugar em Les Bois. E outros dois foram “eutanasiados”: Helwan, de 4 anos, em 4º lugar em Belmont, e Sixteen Stone, de 5 anos, em 7º lugar em Penn. Em suma, muito provavelmente mais de dez cavalos foram mortos no dia mais celebrado das corridas das últimas quatro décadas. Conforme questiona a reportagem, “como a América pode conciliar tal fato?”. E ficam outras perguntas: “vale a pena?”; “faz sentido?”.

A história de Helwan

Helwan, de 4 anos, sofreu uma fratura em um osso da canela da perna esquerda frontal, durante uma corrida preliminar chamada “Jaipur Invitational”.

De acordo com a New York Racing Association, após Helwan ter sofrido a lesão, ele caiu na pista. O jóquei, Jose L. Ortiz, teve mais “sorte”. Ele saltou do cavalo e escapou caminhando, sem ferimentos.

Helwan teve sua morte induzida em um próprio canto da pista atrás de uma tela que bloqueava a desagradável cena, de modo que não estragasse as festividades para milhares de pessoas na multidão crescente de espectadores. Talvez, se alguns da multidão tivessem visto o que de fato aconteceu, eles não desejariam voltar, e isso seria ruim para os negócios.

O cavalo Helwan foi procriado na indústria de puro-sangues da França e esta foi a sua primeira, última e, da forma como acabou, única corrida nos Estados Unidos.

Para aquelas cerca de 90.000 pessoas na plateia, que apostaram em American Pharoah, o dia foi um sucesso. Como comenta a reportagem, “foi muito mais bem sucedido que para o pobre animal, que tornou-se mais um em uma longa lista de cavalos, que foram procriados para correr o risco de sofrer lesões dolorosas e morte” em nome da ganância e entretenimento humanos.

Houve um filme produzido há 45 anos atrás, baseado em um romance escrito anteriormente, com o título “They Shoot Horses, Don’t They?” (“Eles matam os cavalos, não matam?”). A resposta ainda é “sim, eles realmente matam cavalos”, e fizeram isso novamente, e muitas vezes, no sábado.

O coroamento de um campeão foi apreciado pelos fãs das corridas. Mas o dia foi sombrio para aqueles que se preocupam com os animais forçados a competir para satisfazer as paixões, o divertimento e a mesquinhez de um grande público, e muito mais sombrio ainda para os animais vitimados no sórdido espetáculo.

American Pharoah foi considerado o grande “vencedor” no sábado. Helwan, e muitos outros, os grandes “perdedores”. American Pharoah venceu uma corrida – quando o que ele mais queria não era ser “vencedor”, fazer outros lucrarem com apostas; ele queria e quer viver como um cavalo (o que significa, em essência: ser livre). Helwan e tantos outros, que certamente queriam o mesmo que American Pharoah – ou seja, a “vida”, perderam-na.

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  1. Muito, muito triste isso. Será que aqui no Brasil também é assim?
    Vi em uma reportagem que muitos cavalos campeões daqui são vendidos para fora do País. Será que o destino deles é esse também?

  2. ISSO NÃO É ESPORTE ! É CRIME CONTRA OS ANIMAIS !! ESSE TIPO DE ENTRETENIMENTO DEVE SER PROIBIDO IMEDIATAMENTE !!! AONDE ESTA O ABAIXO ASSINADO ?????????????????????????

  3. Na minha opinião deveria se tornar REGRA: Se tiver que sacrificar o cavalo sacrificaremos o joquei tb !!! Queria ver essa palhaça de esporte dos reis ia existir !!!!!!

  4. Acredito que houve um tempo que não era bem assim. Com certeza maus tratos sempre aconteceram. Mas eu me lembro que, quando criança e mocinha, eu acompanhava as corridas de cavalo pela rádio Jornal do Brasil. Apostava de brincadeira e ganhava muitas vezes. Só que não valia. Lembro que os nomes costumam ser os mesmos. Tinha um chamado Meu Neguinho…Sempre participava e nem sempre ganhava. Então não matavam a torto e a direito os que perdiam. Pelo menos não aqui no Brasil. Agora é hora de ficarmos atentos. Esse “esporte”, já que está assim, precisa ser desmascarado. Precisamos ver como está sendo no Brasil. Quanto ao filme ” They shoot Horses, don’t They” de Sidney Pollack se não me engano. Jane Fonda no papel principal feminino. Eu li o livro quando criança. Tinha o nome de “Mas não se matam cavalos?” O motivo da matança de cavalos era diferente. Não era alusão ao turfe. E sim ao fato de que cavalos com fraturas eram mortos por desconhecerem a forma correta de tratar. Até recentemente era assim mesmo. O Stallone, cavalo que retirei da ruas com fratura, recebeu sentença de morte do veterinário alegando que tinha como encanar. Ele morreu por conta própria. Foi até emocionante porque não havia nem injeção letal. Ele teria de se esvair em sangue até morrer. Aquilo me apavorou. Sabia que tinham feito a mesma coisa com outro cavalo que a ong que eu participava tinha recolhido. Encheram baldes e baldes de sangue. Algo inaceitável. Então me dei da telha de conversar com o cavalinho e pedir para ele ir embora. Joguei água benta nele, pedi desculpas, mas seria bom ir antes do veterinário chegar. Ele conversou comigo. Virou a cabeça para mim e rinchou! Poucos minutos depois estava morto. No filme, o cavalo do menino sofreu fratura também. O pai o matou a tiros argumentando que ele estava sofrendo muito. Tinha sido eutanásia, para parar o sofrimento. O menino entendeu que era certo matar quem estivesse sofrendo. Quando depois de adulto a sua parceira de dança _ uma louca maratona de dança na época da depressão americana – pede que a mate, pois estava sofrendo muito. Ele hesita…mas acaba dando o tiro. A polícia o prende. Perguntam o motivo daquilo. Ele responde que ela tinha pedido. “Ah, que bonzinho”, diz o policia. Ele continua: ” Ela estava sofrendo muito..” E depois de um silencio ele diz: ” Mas não matam os cavalos?” Fim do filme.

  5. Esporte de verdade envolvem gente consciente e preparada para tal, o uso e abuso de animais de quaisquer espécie é divertido e lucrativo só para os donos cruéis, para outros q apostam e alimentam esse “mercado”, q pagam e q torcem de um jeito ou de outro, um animal ferido, deixa de ser lucrativo e passa a representar possíveis despesas, e essa escória do mundo prefere assim assassiná-los ao invés de tratá-los e dar-lhes outra chance de viver, e viver sem serem explorados…

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