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Cego e surdo, cachorro resgatado em Caxias já foi cão de guarda

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Temperamental, Nick estava acostumado a caminhar pela calçada e voltar para casa Foto: Porthus Junior / Agencia RBS
Temperamental, Nick estava acostumado a caminhar pela calçada e voltar para casa
Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

Após ser resgatado do Arroio Tega, em Caxias do Sul, o cachorro passou a ganhar ainda mais mimos. Cego e surdo, o mascote de 16 anos é temperamental, mas isso não faz com que ele seja menos amado pela família de Manuela Gonçalves Bado.

Quando a família da estudante de Engenharia Mecânica vivia em Teutônia, Nick morava com um primo. Por ser muito brabo, era cão de guarda no pátio da empresa. Quando a família se mudou para Caxias do Sul, trouxe o cachorro junto e Manuela passou a ser sua tutora.

Às vezes, quando alguém o pega no colo, o temperamento forte faz com que ele rosne e avance. Segundo a família, ele sempre foi assim. Tanto que uma vez foi atropelado e, quando Manuela foi resgatá-lo, mordeu seu rosto.

Certa vez, os antigos tutores de Nick compraram três coelhos e os colocaram dentro de um cercado no pátio. Intrigado com os novos vizinhos, o cão esperou todos dormirem, cavou um buraco, entrou no cercado e matou os três. De manhã, encontraram Nick preso dentro do cercado, junto às provas do crime.

Por causa das limitações trazidas pela idade, Nick não vai longe. De vez em quando a família deixa o pequeno ir até a calçada para tomar sol, mas ele nunca ia longe e sempre achava o caminho de volta. Como não enxerga, não é raro ver ele latindo em frente ao portão aberto, achando que está fechado.

Dentro de casa ele se movimenta bem, pois conhece o ambiente – só tropeça ou pecha em algo quando trocam algum móvel de lugar. Na vizinhança também se movimenta com tranquilidade: sabe onde está o poste onde sempre faz xixi, consegue ir até as ruas transversais e voltar sem problemas.

Resgate emocionante

No domingo à noite, Manuela deixou ele ir até a calçada, como sempre. Por algum motivo ainda desconhecido, ele andou mais que de costume e não conseguiu voltar para casa. A família se deu conta do sumiço por volta das 20 horas.

Família e vizinhos rodaram o bairro atrás do cão. Na manhã de segunda-feira, o vizinho Marcelo Dion saiu de carro procurando Nick. Quando passava pela rótula do bairro viu a movimentação dos bombeiros no Tega, estacionou e correu.

— Eu comecei a chorar muito. Os caras iam levar e acionar a Soama. Sorte que eu cheguei bem na hora.

Nick foi retirado do arroio pelo funcionário público Lairton Ulisses Fabro, que usou sua jaqueta para secá-lo. Nick foi levado para casa em estado de choque. Além do frio, que fazia tremer o corpo todo, ele não conseguia se mexer.

Depois de um banho quente, Nick deitou em suas cobertas. Para aquecê-lo, a família colocou bolsas de água quente ao seu redor. Nesta terça-feira ele ainda usava uma roupinha azul para não passar frio.

Fonte: Zero Hora

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  1. Tomara não deixem andando por aí esse vovô rabugento e malcriado pois se já tá difícil para os cães mais novos sobreviverem “lá fora” com os cinco sentidos imagine sem dois deles acrescidos ao peso da idade. É pedir pra não dar certo e dar mole pro azar, vai que…

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