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Campanha de detecção de diabetes em cães e gatos começa nesta segunda

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Campanha de detecção de diabetes em cães e gatos começa nesta segunda (Foto: Divulgação/PMC)
Campanha de detecção de diabetes em cães e gatos começa nesta segunda (Foto: Divulgação/PMC)

Seu animal bebe muita água? Faz muito xixi? Pede comida o tempo todo? Está perdendo peso de forma gradativa? Toma corticoide de forma regular ou esporádica por doenças de pele, respiratórias ou articulares? Tem ficado com o olhinho mais branquinho? Cuidado. Ele pode estar com hiperglicemia e desenvolver diabetes.

O alerta é da diretora clínica do Vitale – Centro Médico Veterinário 24 horas, Antonella Chiaratti. Tendo em vista o número de animais que identificados na Emergência do centro veterinário com diabetes descompensado, sem que o tutor sequer desconfie do problema, o Vitale lança uma campanha de identificação de hiperglicemia nos animais domésticos.

De segunda a sexta-feira, veterinários do Vitale irão realizar, gratuitamente, exames de identificação de diabetes em cães e gatos, das 11 às 17 horas – o resultado sai na hora. Para poderem participar, é necessário fazer o agendamento prévio, além disso os animais deverão estar em jejum nas últimas 12 horas. A ação se estenderá até o dia 25 de junho.

“Alguns tutores, por mais cuidadosos que sejam, muitas vezes não têm conhecimento que animais também podem ter diabetes”, afirma a diretora clínica do Vitale, Antonella Chiaratti. “O intuito da nossa campanha é informar a população sobre quais são os sintomas comuns em portadores de diabetes. E também alertar que animais ainda assintomáticos podem estar apresentando hiperglicemia, ainda no início da doença”.

Segundo a veterinária, o uso de corticoides também pode predispor à ocorrência de diabetes, uma vez que o medicamento pode causar hiperglicemia. “O tutor tem de estar ciente, nesses casos, da necessidade de controle glicêmico de forma regular, a cada três ou quatro meses”. Conforme Antonella, esse acompanhamento deve ser realizado antes do início do uso do remédio. “Pacientes já diabéticos têm restrição no uso de qualquer tipo de corticoide, inclusive tópico, usado na pele, olhos e orelhas”.

Sequelas

Cães e gatos apresentam diabetes de formas diferentes, o que também exige tratamentos distintos. Em ambos os casos, o acompanhamento com endocrinologista é indispensável.

A veterinária lembra que, assim como em humanos, o diabetes deixa sequelas severas no organismo dos animais, como pancreatite e insuficiência renal aguda, que tende à crônica. “Animais com doenças endócrinas também podem desenvolver a diabetes de forma secundária como no caso do hiperadrenocorticismo”.

Fêmeas não castradas podem ter picos de hiperglicemia mais graves durante o cio. Em alguns casos, é necessário até internação para o controle glicêmico nesse período. “A castração de fêmeas diabéticas é obrigatória”, adverte Antonella.

“A identificação precoce de hiperglicemia gera conforto para o paciente”, afirma a veterinária. “Se ele for acompanhado de forma periódica, dispensa internação e, consequentemente, gera menos gastos financeiros para o tutor”.

Arrecadação de agasalhos

Paralelamente à realização da campanha de detecção de diabetes em cães e gatos, o Vitale está arrecadando agasalhos para ajudar a aquecer, durante o inverno, animais abrigados nos centros de zoonoses da região e também que vivem nas ruas.

Quem for levar seu animal para fazer o teste de glicemia poderá aproveitar para fazer uma boa ação.

“Como fomos todos surpreendidos com noites mais frias mais cedo este ano, iremos realizar uma doação no início de junho e outra em julho”, explica Antonella. “Para isso, contamos com a solidariedade das pessoas, a fim de que nos ajudem, doando aquele casaquinho, toalha, capinha de chuva, casinhas, cobertores que o pet não usa mais”.

A veterinária lembra que, nesta época do ano, quando os dias e, principalmente, as noites são mais frios, um agasalho pode prevenir perda de temperatura corpórea e assim diminuir riscos desses animais desenvolverem doenças respiratórias diversas, que podem evoluir para pneumonia e até mesmo óbito, em poucos dias.

Segundo Antonella, este ano, a ação da campanha vai além da doação dos agasalhos para os animais abrigados nos centros de Controle de Zoonoses da região. “Nossa meta é encontrar moradores de rua que, com seu imenso coração, cuidam de animais, para doação do que conseguirmos. A colaboração da população para identificar os locais onde podemos encontrar esse público é de fundamental importância”.

No ano passado, a primeira campanha de doação de agasalho pet arrecadou cerca de 300 peças, entre roupas, cobertores, coleiras e toalhas, além de tapetes, potes de comida e outros acessórios. Parte das doações recebidas foi entregue no Centro de Controle de Zoonoses de Santos e outra parte, no Centro de Zoonoses de Guarujá.

Fonte: Diário do Litoral

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