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Polícia Civil investigará denúncias de matança de gatos em Bauru (SP)

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Ainda neste ano, matança de gatos também assolou a UNESP em Bauru e gerou protesto da população
Ainda neste ano, matança de gatos também assolou a UNESP em Bauru e gerou protesto da população

Mais um caso de possível matança de gatos em Bauru. Moradores da quadra 10 da rua Constituição afirmam que pelo menos dez animais que eram cuidados pela comunidade foram mortos no último fim de semana. Delegado do Meio Ambiente, Dinair José da Silva diz que a Polícia Civil deve investigar essa e outras ocorrências recentes. Ele critica, no entanto, o fato de a maioria das casos não ser registrado formalmente.

“Quase nunca há boletim de ocorrência. É claro que a gente age de ofício quando essas histórias ganham publicidade pela imprensa, mas, muitas vezes, elas se restringem às redes sociais. A gente garante a preservação da identidade. Mas se não há registro, fotos ou perícia, como localizar culpados? ”, questiona.

Vale lembrar que, ontem, a Câmara dos Deputados aprovou projeto que prevê prisão para quem maltratar animais.

Segundo o delegado, vizinhos devem denunciar até mesmo o abandono de animais, que, normalmente, desencadeia os problemas que culminam nas recorrentes mortes de gatos. O novo caso no Higienópolis é mais um exemplo disso.

Moradores contam que um senhor cuidava de cerca de 40 gatos, na rua Xingu, mas se mudou e levou consigo apenas parte dos animais. Os demais – cerca de 30 – passaram a ser alimentados por algumas vizinhas.

“Isso ocorreu há cerca de três meses. Desde então, alguns vinham morrendo de forma esporádica. Mas, entre sábado e domingo, a coisa fugiu do controle. Dez foram mortos. A gente via os animais se estrebuchando. Agora, sobraram cinco e nós queremos ajuda para garantir que eles vivam”, diz uma moradora, que não quis ter sua identidade revelada e garante que, nas últimas semanas, vinha, sem sucesso, buscando ajuda de órgãos oficiais e ONGs.

Alimentação

O delegado Dinair afirma que, apesar de louvável, a iniciativa de alimentar gatos que vivem nas ruas, sem tutores, não é a forma adequada de cuidar desses animais. “Quando se coloca ração na calçada, um grande número deles é atraído e ficam expostos a atropelamentos e outros perigos. Uma forma alternativa de ajudar é fazer doações a entidades que se dedicam à proteção animal”, pondera.

Ele enfatiza, no entanto, que a Polícia Civil também trabalha para identificar eventuais autores de envenenamentos. “Além de responderem por crime de crueldade, podem expor até crianças a essas substâncias e serem acusados de homicídio”.

Atropelados

Quanto ao caso noticiado pelo JC na última segunda-feira, no qual três gatos foram encontrados mortos em uma semana, na quadra 1 da rua Luiz Bagnol, também na região do Higienópolis, o titular da Delegacia de Meio Ambiente esclarece que uma se suas equipes já esteve no local. “Segundo testemunhas e vizinhos, esses animais foram vítimas de atropelamento e não foram envenenados”, pontua Dinair.

Como já informado, um homem que cuidava de vários gatos morreu há pouco meses e, desde então, a população passou a alimentar os animais no imóvel em que vivia esse senhor.

O delegado confirmou que, para evitar a prática, a proprietária da casa instalou uma tela, que foi danificada, supostamente por vizinhos, que voltaram a oferecer alimentos aos gatos no local.

Serviço

Denúncias de crueldade ou abandono animal podem ser feitas pelo telefone (14) 3235-6505 (Delegacia do Meio Ambiente) ou até pelo 190 (Polícia Militar), 181 (Disque Denúncia) e 197 (Polícia Civil).

Fonte: Jornal da Cidade

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